NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A feira de tecidos parisiense revelou já as tendências que os visitantes poderão encontrar no parque de exposições Paris - Le Bourget de 7 a 9 de fevereiro. Interface dá o mote para a primavera-verão 2023, descrevendo a conjugação de vários opostos que poderão ser vistos no fórum da próxima Texworld Evolution Paris.

Estruturadas pelos diretores artísticos Louis Gérin e Grégory Lamaud, as tendências para a estação quente do próximo ano colocam em perspetiva diferentes visões e perspetivas. «Através do cruzamento de grupos de pensamento, correntes estéticas, influências sociais, eventos antropológicos e artísticos, a nossa intenção neste momento é oferecer-lhes a nossa atual visão de sinergias futuras», explicam na introdução de Interface.

 

Durante a Texworld Evolution Paris, que se realiza de 7 a 9 de fevereiro de novo no parque de exposições Paris – Le Bourget, antes de se mudar, em julho, para a Porta de Versalhes, as tendências vão estar presentes em vários pontos do certame, num fórum que destaca, pela primeira vez, as linhas expressivas resultantes dos últimos dois anos de crise, refere em comunicado a Messe Frankfurt France, responsável pela organização da feira de tecidos. «Questiona as novas formas de “vivermos juntos”, as barreiras entre comunidades, culturas e materiais, ao explorar o poder destas interfaces em termos criativos: a junção entre o digital e o tangível, o natural e o sintético, o duro e o suave…», destaca.

 

Estas associações, «que dão um espaço especial aos materiais e fibras», são exploradas nos quatro grandes temas que constituem Interface – Fronteira, Aliança, Junção e Superfície –, que vão ser ilustrados através de amostras de tecidos e produtos finais selecionados pelos diretores criativos da Texworld Evolution Paris.

Fronteira

 

«Como tu não és eu, estás aí, do outro lado. No entanto, tu também és eu. Outra versão de mim. O que eu podia ter sido. Tu completas-me. Tu e eu, juntos, somos humanos. Um pouco mais próximos da grande complexidade humana. Esta fronteira protege, mas também empobrece». É assim que Fronteira é descrito, num tema que coloca o material numa posição de destaque, ao mesmo tempo rígido quando delimita e macio quando protege, como uma membrana calorosa. A paleta de cores é abrangente, do grafite ao azul ártico.

 

Aliança

 

O caderno de tendências aponta que «uma aliança é muitas vezes política, mas é também o início de um acordo e de uma amizade. É um primeiro passo na mesma estrada. Pela primeira vez, estamos a olhar na mesma direção. E queremos avançar juntos». Aliança é um tema baseado na diversidade, até «porque vida é diversidade. A morte é uniformidade», sublinha. Esta linha etérea e espiritualmente criativa faz-se com tons de azul e verde, onde as matérias-primas e as fibras são expressas em tonalidades – transparentes ou opacas – num espírito onde a natureza brilha.

 

Junção

 

Nesta terceira direção, «não somos bem os mesmos que antes da nossa aliança» e «tornámo-nos mais do que uma simples soma.

 

Uma criação exponencial alimentada pelas nossas diferenças», reflete o caderno de tendências. Junção é, assim, o tema que melhor retrata o objetivo inicial dos diretores criativos da Texworld Evolution Paris. Orientado para os sintéticos e a fluorescência, o tema expressa todos os aspetos dos materiais de forma assumida. É uma mistura resultante de Interfaces, onde convivem o angorá florescente e as malhas com plástico reciclado. As cores incluem os verdes, mas também o vermelho, tonalidades de púrpura e o cinzento.

 

Superfície

 

O último tema marca o regresso a um mundo que voltou a crescer graças à abertura de horizontes de cada um. «Enfim, uma perspetiva. Por fim, possibilidades. O nevoeiro está finalmente a levantar-se. Tivemos de confiar. Para nos abrirmos. Aceitar as diferenças. Porque nenhum puzzle pode ser resolvido com peças idênticas», resume o caderno de tendências. Ao afastar-se da transparência, este tema joga com os pontos de contacto e as trocas entre o virtual e o real, entre a Terra e o espaço, numa paleta de azuis e verdes que pode ser imaginada como “superfícies planas” ao estilo do “design plano”. As misturas e contrastes que confrontam os materiais não são proibidas.

Partilhar