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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As cidades enfrentam cada vez mais desafios no que diz respeito à sua gestão, sustentabilidade, segurança e qualidade de vida dos seus cidadãos. Por estes motivos, é essencial que as cidades de hoje se reinventem e se tornem mais eficientes, sustentáveis e “inteligentes” – Smart Cities.

A Bélgica tem uma população total de 11,5 milhões de habitantes, com uma taxa de urbanização de 98%, sendo um dos países mais urbanizados da Europa Ocidental. Como resultado, o país tem um especial interesse em Smart Cities e nas suas mais diversas aplicações, desde construção sustentável, gestão de resíduos, mobilidade, telecomunicações, digitalização, otimização energética e participação ativa dos seus cidadãos e empresas na vida das cidades.

 

Um dos principais impulsionadores do ecossistema de Smart cities na Bélgica é o elevado investimento público e privado em investigação e desenvolvimento (I&D), que correspondeu a 2,5% do PIB em 2019, e que o país pretende que chegue aos 3%. Os incentivos à I&D, entre outros fatores, traduzem-se em inovação, e a Bélgica é considerado um “Innovation Leader” pelo European Innovation Scoreboard 2021.

Entre os indicadores de inovação que mais se destacaram para este resultado está o elevado nível de colaboração entre PME inovadoras, o setor público, grandes empresas, universidades e centros de I&D.

 

Desta forma, a Bélgica criou um ecossistema favorável à inovação, verde e sustentável, e com um elevado investimento em transformação digital, fatores essenciais para o desenvolvimento de cidades inteligentes. Alguns exemplos são o DSP Valley, uma rede de empresas fornecedoras de soluções tecnológicas e digitais; o The Beacon, hub de inovação para smart cities, mobilidade, logística e indústria; o Co.Station com ecossistemas dedicados à mobilidade, energia, construção, economia circular e outros; a EnergyVille, um centro de investigação dedicado a sistemas de energia inteligente e sustentável, a Agoria, associação empresarial da indústria e tecnologia na Bélgica; imec City of Things, entre muitos outros.

 

Mas não podemos falar de Smart Cities na Bélgica sem falar das suas regiões autónomas (Bruxelas-Capital, Flandres e Valónia) e das suas entidades públicas. Na Bélgica, dois terços dos projetos relacionados com Smart Cities são liderados pelo setor púbico, seguido pelos parceiros privados, universidades e iniciativas da sociedade civil. De acordo com o Smart City Barometer 2018, os municípios da Região de Bruxelas-Capital lançam em média 5 projetos por ano. Na Região da Flandres e na Região da Valónia são lançados cerca de 3 novos projetos por ano. A tendência é que o número de projetos continue a aumentar, sobretudo nas áreas de Smart Environment, Smart Governance e Smart Mobility.

 

As principais entidades públicas ligadas ao desenvolvimento de projetos e aplicações para Smart Cities, são a Circular Vlaanderen (Flandres), a Agence du Numérique (Valónia), a Brussels Smart City & CIRB (Bruxelas).

O Plano de Recuperação e Resiliência da Bélgica, com um orçamento total de 5,92 mil milhões de euros, prevê que 27% dos fundos sejam aplicados em projetos de renovação de edifícios, eficiência energética e desenvolvimento de energias limpas, 22% sejam aplicados na área da mobilidade, 13% na área do digital, e o restante em várias outras áreas aplicáveis às Smart Cities.

 

Em síntese, o ecossistema de Smart Cities na Bélgica apresenta um dinamismo crescente, para o qual as empresas portuguesas devem estar atentas. Considerando a sua elevada taxa de urbanização e abertura ao exterior, as cidades belgas tornam-se um palco privilegiado para testar e desenvolver novos projetos e aplicações “inteligentes”. O ecossistema do país permite interligar diferentes stakeholders, como entidades públicas, grandes empresas, multipliers, PME’s e empreendedores, gerando potenciais oportunidades de negócio e cooperação para os players portugueses.

 

Mais informações sobre este assunto podem ser obtidas junto da Delegação da AICEP em Bruxelas.

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