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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Tornar Lisboa na capital da inovação na Europa é o intuito da Lisboa Unicorn Capital, a plataforma da Câmara de Lisboa que estabelece a cidade como um hub global de empreendedorismo e inovação.

Precisamente dentro da Unicorn Capital surge a Unicorn Factory, cujo propósito é aumentar ainda mais a ambição da capital portuguesa de criar os futuros Unicórnios, empresas em fase de crescimento acelerado (scaleups), de modo a terem uma evolução sustentada que possa trazer para a cidade um valor acrescentado em termos tecnológicos que a faça sobressair aos olhos do mundo.

 

Anualmente, são apoiadas pela Unicorn Factory cerca de 70 startups, e, só em 2023, esse número já vai em 127, bem como 24 scaleups. Para Gil Azevedo, Diretor da Startup Lisboa e da Unicorn Factory, o resultado de todo o empenho tem sido notório. “Estamos a falar de mais de 2200 postos de trabalho criados e, se olharmos apenas para as scaleups, já atraíram um investimento total superior a 140 milhões de euros. Ao longo da história, temos tido algumas startups aqui que se tornaram casos de sucesso e que são muito reconhecidas. A Defined.AI, por exemplo, teve o início na Startup Lisboa já está nos Estados Unidos. Há várias empresas que já conseguiram chegar a estágios de crescimento muito relevantes”.

 

Quanto às scaleups, o programa, que tem apenas um ano de idade também já teve resultados positivos: “temos 24 scaleups, todas elas com elevado potencial de crescimento, e temos grande expectativa a nível de criação de emprego e de atração de investimento”, refere Gil Azevedo.

 

Para Miguel Alves Ribeiro, founder da SheerME, os programas da Unicorn Factory Lisboa e a Web Summit são uma boa quota-parte para o incremento positivo que a sua empresa da área do beauty & wellness está a registar. A internacionalização tem vindo a dar frutos e já abriu escritórios no Rio de Janeiro e em Espanha. “Encontramo-nos no segundo “co-hort” (programa de aceleração) da Unicorn Factory Lisboa para escalarmos e o que aprendemos aqui é muito importante para o nosso negócio. Há 13 anos que estou no ecossistema e estou a aprender agora coisas que há muito tempo teriam sido essenciais. Este programa veio abrir as portas”. Ser um unicórnio é ambição? “Sim”, sublinha, mas, “mais do que isso, a expansão, a internacionalização de uma empresa é um objetivo muito bom. Se conseguimos em Portugal, conseguimos em qualquer lugar”.

 

E como não há crescimento sem conhecimento, a ligação entre os empreendedores e as universidades tem sido crucial. Rita Tomé, do Tec Labs (incubadora e área de inovação e empreendedorismo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), considera que as parcerias são indispensáveis para o crescimento do ecossistema empreendedor: “Nós somos parceiros que ajudam a alavancar ideias de negócio. Para tal, temos um programa de incubação dedicado, em que todas as empresas da incubadora reúnem connosco, equipa técnica, pelo menos duas vezes ao ano, e, durante essa reunião, fazemos um levantamento de necessidades e percebemos em que ponto o negócio se encontra e onde podemos ajudar”.

 

“A Câmara Municipal de Lisboa é um parceiro antigo do Tec Labs, com o qual temos uma estreita relação. Desde o primeiro dia que apoiámos essa iniciativa (Lisboa Unicorn Capital) pois acreditamos que ao trabalharmos em parceria podemos alcançar conquistas mais significativas do que se agirmos individualmente. Desde sempre que apoiámos este programa inovador da Câmara Municipal de Lisboa (CML) de transformar a cidade numa startup city”. Além do Tec Labs, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa acolhe também o BioLab, cujo objetivo é capacitar a cidade e os cidadãos através do conhecimento científico e de soluções inovadoras na área da Biotecnologia. São diversas as atividades que permitem aos utilizadores aprender, testar, aplicar e criar.

 

Sempre com o foco no empreendedorismo e nessa capacidade de testar e criar, a CML lançou também, em 2013, o Fab Lab, um laboratório de fabricação e prototipagem digital para apoiar a criatividade e o desenvolvimento de novos projetos colaborativos através do acesso universal a equipamentos e conhecimento. Está equipado com um conjunto de ferramentas acessíveis, do digital ao analógico, do motorizado ao manual, e permite que qualquer pessoa com ideias e objetivos comuns possa colaborar. Destaque ainda para o Centro de Inovação da Mouraria, a primeira incubadora de empresas de Lisboa direcionada para o apoio a projetos e ideias de negócio da indústria cultural e criativa, nomeadamente nas áreas do Design, Media, Moda, Música, Cerâmica e Joalharia, entre outras.

 

Durante a próxima semana, serão 30 as startups apoiadas pela Câmara Municipal de Lisboa a marcar presença na Web Summit. Para Gil Azevedo, Miguel Alves Ribeiro e Rita Tomé, a mais valia do evento é inquestionável: é o momento perfeito para fazer networking, estabelecer parcerias e, mais uma vez, dar a conhecer o ecossistema empreendedor da cidade ao mundo.

 

Em Eco

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