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Onze jovens talentos dão o arranque da primeira Junior Academy da VW Digital Solutions. "A ideia será repetir a iniciativa no próximo ano, talvez até num modelo mais recorrente.”

Durante o último ano letivo, a Volkswagen Digital Solutions (VW DS) esteve em várias feiras de emprego nas principais universidades do país, agora o hub tecnológico arranca com a sua primeira Junior Academy. Durante um ano, 11 jovens talentos irão estar inseridos nas equipas de produto e projeto desenvolvendo trabalho para a marca automóvel. “Desenvolver jovens é, hoje, uma das estratégias chave para fazer face à escassez de talento de IT no mercado”, afirma Joana Martins, responsável pela Junior Academy, à Pessoas. “A ideia será repetir a iniciativa no próximo ano, talvez até num modelo mais recorrente.”

 

Esta semana é o arranque da Junior Academy, mas o processo de seleção dos jovens talentos começou muito antes. “Durante o último ano letivo, a VW DS esteve presente em várias feiras de emprego, nas principais universidades nacionais e em eventos onde teve oportunidade de apresentar a empresa a jovens finalistas”, conta Joana Martins.

 

A startup focou-se em jovens recém-formados de licenciaturas e mestrados nas áreas tecnológicas. “Para nós, era importante também que, para além do interesse pela área de desenvolvimento ou suporte, demonstrassem vontade de aprender, dinamismo, capacidade de comunicação, pensamento crítico, capacidade de resolução de problemas e gosto pelo trabalho em equipa. Estas são características fundamentais para garantir um bom fit na cultura e na forma de trabalho da empresa”, explica.

 

Depois de recebidas as candidaturas, seguiram-se speed interviews (entrevistas rápidas) com a equipa de recursos humanos, dinâmicas de grupo e, por fim, uma entrevista relacionada com a função a desempenhar. Onze jovens talentos foram selecionados para as funções de IT Analyst ou Software Developer e, durante um ano, serão “inseridos nas equipas de produto e projeto e acompanhados no desempenho das suas funções” nas três unidades da empresa: a Application Management Services (AMS), que presta suporte aplicacional de várias marcas e desenvolvimento de software para o grupo; a MAN Digital Hub (MDH), que desenvolve produtos digitais para as áreas de logística, transportes e veículos comerciais da MAN Truck & Bus; e o Software Development Center (SDC:LX), que desenvolve produtos digitais centrados no utilizador, através de metodologias como o pair-programming e user-centric design, para várias marcas do grupo automóvel alemão.

VW procura casa para hub que vai ter até 450 trabalhadores

 

“Acreditamos ter uma proposta de valor muito interessante e atrativa para os nossos juniores”, diz. Além de, “um salário acima da média”, terão ainda seguro de saúde, home office allowance, acesso a plataforma de formação online, dias de férias extra, descontos em viaturas, integração no programa de wellbeing com acesso a consultas de nutrição, psicologia, jurídico, entre outros, enumera a responsável pela academia.

 

A taxa de rotatividade nas posições júnior na VW DS é de 0%, garante Joana Martins. “A nossa equipa é bastante diversificada, tem muito know-how e a exposição à equipa de liderança é grande. Sabemos que estes são fatores que têm impacto na hora da decisão e juntando o facto de estarmos a construir produtos para todo o mundo, com impacto numa organização com mais de meio milhão de colaboradores, torna o nosso trabalho não só pertinente, mas sobretudo relevante num contexto global”, refere.

 

Conquistar o talento logo no início

 

A falta de talento tech disponível no mercado é uma queixa recorrente nas tecnológicas e a pandemia aumentou a procura por este tipo de profissionais. Um estudo recente da Landing.Jobs dava conta 74% das empresas tech admitiam recrutar mais este ano e mais de 75% das empresas esperam aumentar os seus salários em 2021 de modo a se manterem competitivos face à concorrência.

 

E muitas empresas do setor têm objetivos de crescimento. É o caso da VW DS. A companhia quer até ao final do ano chegar aos 300 colaboradores — o que implica 70 novas contratações — e, pelo menos, aos 450 em 2023, estando inclusive à procura de um novo espaço em Lisboa para acolher os três hubs tech da companhia. Uma aposta no mercado nacional que deverá exigir, em três anos, um investimento de mais de 91 milhões de euros, tal como avançou em agosto a Pessoas.

 

Com a dificuldade de encontrar talento sentida por todo o setor não surpreende por isso que as academias sejam um método para chegar ao talento jovem. “Ajudar a desenvolver talento é sempre muito gratificante e tem um impacto em qualquer profissional. Ao mesmo tempo, desenvolver jovens é, hoje, uma das estratégias chave para fazer face à escassez de talento de IT no mercado. Mostrar o que fazemos, numa dinâmica de total integração dentro das nossas equipas é a melhor forma de conquistar este talento, não é em todas as empresas que se tem a oportunidade de criar soluções que vão ser utilizadas por milhões de pessoas em todo o mundo, com a segurança e o suporte de uma multinacional”, diz Joana Martins.

 

O objetivo, por isso, é dar continuidade ao projeto. “Estamos confiantes que a iniciativa vai trazer valor para os participantes, para as nossas pessoas e para a empresa. Queremos monitorizar a Junior Academy de perto e perceber o que corre bem e menos bem para que se possa repetir no futuro. A ideia será repetir a iniciativa no próximo ano, talvez até num modelo mais recorrente.

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