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CABEÇALHO

Eletromobilidade é uma das apostas para o futuro da Bosch, que prevê alcançar nesta área de negócio mil milhões de euros já no final de 2021. O objetivo é tornar a área num negócio central. Para isso a Bosch conta com mais de cinco mil engenheiros, dos quais 450 estão em Braga.

A eletromobilidade é uma das apostas da Bosch para o desenvolvimento futuro de várias indústrias, com a multinacional germânica a prever alcançar vendas de superiores em mais de mil milhões de euros já no final de 2021. Um valor que a Bosch antecipa ver crescer cinco vezes até 2025, fazendo desta área um negócio central para a empresa que vê passar em Braga o futuro da mobilidade.

 

Esta foi uma das ideias transmitidas pelo presidente do conselho de administração da Bosch, Volkmar Denner, no arranque da IAA Mobility 2021, uma feira internacional dedicada aos desafios da mobilidade que decorre até dia 12 de setembro. Em Munique, Denner referiu que a Bosch está a crescer duas vezes mais rápido do que o mercado da eletromobilidade, ao “transformar desafios em oportunidade” e ao desenvolver tendências como a condução autónoma ou a assistência ao condutor.

 

“A eletromobilidade está a tornar-se um negócio central para nós, e a mobilidade livre de dióxido de carbono uma área de crescimento”, afirmou.

 

Segundo o líder da Bosch, a eletromobilidade vai ser o próximo “capítulo” da história da multinacional, que já investiu cinco mil milhões de euros até ao momento nesta área. Só em 2021 os investimento em eletromobilidade vai ultrapassar os 700 milhões de euros. A Bosch espera que este investimento gere resultados na mobilidade dentro de uma década, com a empresa a prever que 60% dos veículos registados em 2035 sejam já totalmente elétricos.

 

Atualmente, as soluções de mobilidade da Bosch vão desde as bicicletas elétricas a máquinas de construção, passando por chips de carboneto de silício a módulos de eixo eletrónico pré-integrados. Mas o plano desta empresa é mais ambicioso, com a eletromobilidade a estar muito associada ao desenvolvimento de sensores e à aplicação da inteligência artificial. São exemplos disso, os projetos-piloto sobre estacionamentos autónomos, sobre funções de assistência aprimoradas (controlar um automóvel com o comando de um smartphone) ou o equipamento de automóveis para a nova era da mobilidade (veja-se a parceria com a Mercedes, para desenvolver o Mercedes-Benz S-Class preparado para tudo fazer sem condutor).

 

Desenvolvimento da eletromobilidade da Bosch passa por Braga

 

Para que os cenários descritos se tornem realidade, Volkmar Denner fez saber que a Bosch tem já hoje cerca de cinco mil engenheiros a trabalhar em todos os níveis da mobilidade. Só em Portugal, na Bosch Car Multimedia, localizada em Braga, a empresa germânica conta com mais de 450 engenheiros, segundo informação adicional enviada à redação.

 

De Portugal para o mundo, a unidade portuguesa da Bosch está a desenvolver tecnologia para que um veículo seja capaz de detetar o ambiente circundante e tomar decisões com base em inteligência artificial e sensores, como o sensor LiDAR.

 

Acresce o desenvolvimento de sensores de condição de piso para a capacidade de perceção a 360 graus. Consta, ainda, o desenvolvimento do sensor “Automotive Precise Positioning”, para a capacidade de localização e, para a capacidade de atuação, o desenvolvimento do sensor de ângulo de direção e os sensores para controlo de motores DC de sistemas de direção.

 

A Bosch em Braga está também focada no desenvolvimento de sensores inteligentes críticos para a condução autónoma, como os sensores de interior do veículo, comunicações V2X, aplicações para a conectividade dos veículos de duas rodas e o desenvolvimento do habitáculo inteligente.

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