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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Total Compensation, o maior estudo salarial do país, que conta com mais de 500 empresas participantes, realça que apesar de alguma incerteza relativamente às intenções de contratação das empresas para 2022, apenas 7% afirma pretender reduzir a sua estrutura. No relatório, cerca de 31% das empresas têm a expectativa de aumentar o número de colaboradores ainda em 2021, sendo que 27% têm essa expectativa para o ano seguinte.

Os incrementos salariais são outro indicador de alguma evolução positiva, já que a previsão dos aumentos salariais previstos para 2022 mostram uma ligeira subida, face aos determinados em 2021. Além do mais, o número de empresas com congelamentos salariais previstos para 2022 decresceu em comparação a 2021 (7% vs. 11%) e ainda mais face a 2020 (17%). Em contrapartida, a variação salarial global observada parece evidenciar algum efeito da Pandemia, apresentando-se como menos favorável que em anos anteriores.

 

A maioria das empresas consideradas aponta como principais fatores ao incremento salarial, o desempenho individual do colaborador, o posicionamento na grelha salarial e os resultados da empresa.

 

Os benefícios mais frequentemente atribuídos nas organizações são o plano de saúde (92%) e o automóvel (89%), sendo que se observa uma preocupação renovada das empresas com a formação dos seus colaboradores, com apoios à educação a serem atribuídos em 46% da amostra. A nível de incentivos, os de curto prazo são predominantes, em particular o bónus variável, atribuído por 89% das empresas.

 

Relativamente aos Recursos Humanos, 49% da amostra analisada é constituída por empresas com um quadro de pessoal até 100 colaboradores, sendo que 18% corresponde a empresas com mais de 500 colaboradores. Há um relativo equilíbrio entre Géneros, ainda que o masculino se apresente com mais 2% face ao feminino (48% feminino e 52% masculino). Quanto à Faixa Etária, a grande fatia, de 63% da população ativa, corresponde a trabalhadores com mais de 40 anos, sendo que o extremo da pirâmide demográfica (faixa etária menor ou igual a 25 anos) é de cerca de 4%. A nível de Antiguidade, a maior parcela da amostra analisada encontra-se até sete anos na mesma organização (cerca de 42%).

 

Tiago Borges, Business Leader de Career da Mercer Portugal refere: “Se há um ano nos questionávamos sobre se as alterações relacionadas com a Pandemia viriam para ficar, hoje sabemos que sim e que o teletrabalho ou a flexibilidade passarão a fazer parte do dia-a-dia das organizações. A questão atual está sobretudo relacionada com encontrar o equilíbrio certo a vários níveis, incluindo na compensação. A pandemia transformou formas de estar e de trabalhar, e qual é o impacto que isso tem na compensação? As políticas mais ágeis, com maior flexibilidade e possibilidade de escolha para os colaboradores parecem ser um dos caminhos. Olhar a compensação integrada na proposta de valor das organizações para as suas pessoas é cada vez mais essencial.”

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