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A China vai atingir a meta de crescimento económico oficial de "cerca de 5%" este ano, enfatizou esta quarta-feira o governador do Banco do Povo da China (banco central).

Pan Gongsheng afirmou que, com o "efeito continuado das políticas de ajustamento macroeconómico", a dinâmica de crescimento "reforçou-se", com a "recuperação estável da produção e do consumo", uma "melhoria global do emprego e dos preços", um "saldo base da balança de pagamentos" e uma "tendência positiva dos indicadores principais".


As declarações do responsável foram feitas durante um fórum económico realizado em Pequim, no qual sublinhou que a China "manteve uma posição de liderança entre as principais economias do mundo".

Ele afirmou ainda que a transformação económica da China "tem avançado de forma constante", com um "rápido crescimento do investimento nas indústrias de alta tecnologia" e uma "contribuição do consumo para o crescimento económico de 83%", durante os três primeiros trimestres do ano, o que "cria condições para manter a estabilidade económica e dos preços".

"A economia chinesa precisa de um ritmo razoável, mas o mais importante é alcançar um desenvolvimento sustentável e de alta qualidade, e mudar o tipo de crescimento económico é mais importante do que perseguir altas taxas de crescimento", disse Pan.

A economia da China vai crescer 5,4% este ano, mas abrandará para 4,6%, em 2024, devido à "contínua fraqueza" do mercado imobiliário e à "fraca" procura do exterior, previu na terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI afirmou que, a médio prazo, as suas projeções para a China apontam para uma diminuição gradual do ritmo de crescimento para cerca de 3,5% em 2028, devido a fatores como a "fraca produtividade" e o envelhecimento da população.

 

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