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CABEÇALHO

Os lucros consolidadas da Caixa Agrícola quase duplicam nos primeiros seis meses do ano em relação a 2020. O lucro do banco disparou 92,5% para 96,5 milhões de euros.

O Crédito Agrícola fechou os primeiros seis meses do ano com um resultado líquido de 96,5 milhões de euros, mais 92,5% que no período homólogo. O negócio bancário contribuiu com 84,5 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que corresponde a um aumento de 110,6% face ao primeiro semestre de 2020.

 

Os primeiros seis meses do ano foram marcados por uma “uma forte retoma da atividade remetendo para a época pré-pandemia, com o mercado a dar sinais claros de confiança” diz Licínio Pina. Estes 96,5 milhões de euros de lucro, bem superiores aos 50,1 milhões do mesmo período do ano passado, superam o resultado líquido consolidado de 74,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2019.

 

“O crescimento da margem financeira e da margem técnica de seguros contribuíram para o aumento do produto bancário que, em conjunto com o controlo dos custos de estrutura e a estabilização do custo do risco, não obstante a prudência, permitiram ao Crédito Agrícola registar um crescimento de 92,5% quando comparado com igual período em 2020″, diz o presidente do Crédito Agrícola.

 

Para a evolução do produto bancário (aumento de 14,0 milhões de euros face ao homólogo), contribuiu essencialmente o crescimento da margem financeira em 4,4 milhões de euros (+2,8%). Já a margem técnica do negócio registou uma variação homóloga de 10,2 milhões de euros (aumento de 48,4%), e dos outros resultados (crescimento de 11,2 milhões de euros).

No que toca a comissões, estas “aumentaram 0,4 milhões de euros para 54,1 milhões de euros e os resultados das operações financeiras reduziram-se em 12,3 milhões de euros (-18,5%) para um total de 54,4 milhões de euros”.

 

O banco destaca ainda a “redução dos custos de estrutura de 2,1 milhões de euros face ao período homólogo e o aumento do produto bancário determinaram uma melhoria de 3,6 pontos percentuais no rácio de eficiência que, com referência a junho de 2021, se situou em 58,8%”.

 

Mais crédito, mais depósitos

A Caixa Agrícola chegou a junho de 2021 com uma carteira de crédito (bruto) que ascendia a 11,5 mil milhões de euros, uma variação positiva de 6,2% nos últimos 12 meses, “refletindo a continuação do apoio às famílias, empresas e instituições clientes do Grupo CA no atual contexto” de pandemia, diz o banco.

 

Por seu lado, os “recursos de clientes sob a forma de depósitos bancários totalizavam cerca de 18,0 mil milhões de euros, evidenciando um crescimento, em termos homólogos, de 13,6% correspondente a 2.151 milhões de euros”. Com este aumento de recursos, superior ao aumento do crédito (líquido) concedido a clientes, contribuiu para a redução do rácio de transformação que, no final do período, ascendia a 61,9%.

 

2,79 mil milhões em moratórias

O grupo liderado por Licínio Pina tinha, no final de junho deste ano, aprovado a introdução de moratórias no valor de 2.789 milhões de euros. Deste valor, 79,8% do montante corresponde a crédito a empresas, 12,8% corresponde a crédito habitação e 7,3% a crédito ao consumo e outros créditos a particulares. Em termos globais, 95,5% do crédito total e 88,3% das moratórias estava em situação regular.

 

“As imparidades de non performing loans (NPL) acumuladas com referência ao final do mês de junho de 2021 ascendiam a 299 milhões de euros, valor que confere um nível de cobertura de NPL por imparidades de NPL de 33,6% e uma cobertura de NPL por imparidades de NPL e colaterais de 86,3%”, diz o banco, acrescentando que o rácio bruto de NPL “situava-se em 7,8%, registando uma evolução favorável face aos 8,1% verificados no final de 2020”.

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