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Startup portuguesa cria gratificação digital para colaboradores da restauração e hotelaria. Dinheiro pode servir para comprar uma bicicleta ou ajudar uma causa.

Para um empregado da restauração ou um colaborador de hotelaria receber uma gorjeta está hoje à distância de um QR Code. A Classihy, uma startup portuguesa, desenvolveu o Classihy Tips, uma nova forma de gratificar sem ter de recorrer ao clássico gesto de moedas e notas deixadas em cima de uma mesa ou entregues em mão.

 

As "gorjetas digitais" oscilam entre os 2 e os 100 euros e não obrigam ao download de qualquer aplicação. Basta, para tal, que o consumidor identifique o funcionário com quem interagiu – o nome e fotografia estão visíveis na Classihy. Depois é só escolher o método de pagamento que pode ser via cartão multibanco, Apple Pay e Google Pay.

 

A startup, criada em 2019, esclarece que as gratificações são colocadas "na conta de cada colaborador na Classihy", podendo este "pedir a transferência para a sua conta [entidade bancária] a qualquer momento", informa a empresa em comunicado.

 

Apesar de "não ser cobrada qualquer comissão" aos funcionários para terem acesso a este serviço, "são descontados 5% para cobrir os custos relacionados com as transações bancárias e a manutenção da conta", refere ainda a nota.

 

Uma das novidades nesta relação de gratificação é o consumidor poder escolher qual o destino a dar ao lado material do seu gesto. Cada colaborador pode, no perfil criado, criar planos para as "gorjetas digitais", informação pública e visível aos clientes. Desta forma, a gorjeta pelo serviço prestado pode assumir a forma de uma verba para comprar uma bicicleta elétrica, criar um plano de saúde para o agregado familiar ou uma componente social como seja a adoção de um animal abandonado.

 

Pandemia é sinal de menos gorjetas

A ideia nascida num programa de aceleração da Startup Lisboa teve por base uma realidade que adveio com a pandemia. "O número e valor das gratificações recebidas diminuiu drasticamente no último ano" afirmou Ariane de Melo, CEO da Classihy, após consulta junto a funcionários dos setores da restauração e da hotelaria.

 

A responsável socorreu-se ainda de "estudos recentes" que mostram "que os clientes estão menos propensos a pegar em dinheiro e dar a clássica gorjeta em espécie", facto que levou a startup a criar "algo que pode representar um rendimento suplementar alternativo para os colaboradores, obtido de forma 100% digital".

 

Em 2019, a Classihy recebeu um financiamento de Pre-Seed por parte da Portugal Ventures. Um ano depois, desenvolveu a campanha #voltaremosportugal para apoiar o setor da restauração e da hotelaria tendo angariado mais de 120 mil euros, impactado mais de 2 mil negócios e apoiado 11 mil consumidores.

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