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De acordo com o presidente da associação federal da indústria alemã, Siegfried Russwurm, globalmente, a economia mundial deverá crescer 2,7%, disse, lamentando que isso signifique que "a Alemanha está a ficar para trás".

O presidente da associação federal da indústria alemã (BDI), Siegfried Russwurm, advertiu esta segunda-feira que, segundo os cálculos desta associação patronal, a economia alemã vai estagnar este ano com um crescimento nulo e avisou que o país está a ficar "para trás".

 

"Estamos em recessão. O BDI prevê que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 se situe num dececionante zero por cento em comparação com o ano anterior", afirmou em Berlim, durante um discurso no Dia Anual da Indústria.

Globalmente, a economia mundial deverá crescer 2,7%, disse, lamentando que isso signifique que "a Alemanha está a ficar para trás".

 

Entre as razões para a estagnação, Russwurm citou a redução drástica do investimento em setores como a construção, bem como o problema estrutural da falta de mão-de-obra.

 

O presidente da BDI previu que, na melhor das hipóteses, a economia começaria a recuperar a partir do próximo ano, mas observou que as condições continuariam difíceis devido à inflação, ao envelhecimento da população, às tensões geopolíticas e ao elevado custo da transição energética.

 

Referindo-se à tese do chanceler Olaf Scholz, de que a transformação verde tem o potencial de impulsionar a economia, Russwurm criticou o facto de esta visão ignorar que os investimentos nesta área apenas servem para cobrir fundos de capital já existentes, em parte até a um custo mais elevado.

 

"Isto não nos vai trazer crescimento económico adicional agora", reiterou, apelando ao Governo para que implemente "reformas estruturais de forma sistemática".

 

Além da redução da burocracia, apelou para incentivos fiscais para os investimentos e à simplificação dos processos de planeamento e certificação, bem como para um plano para garantir um fornecimento seguro de eletricidade a preços competitivos.

 

De acordo com as últimas previsões do instituto para a economia mundial de Kiel, a economia alemã deverá recuar 0,3% este ano em relação ao ano anterior, enquanto o instituto alemão de investigação económica (DIW) prevê um declínio de 0,2%.

 

O Ministério da Economia alemão, por seu lado, prevê um crescimento de 0,4%, de acordo com as suas previsões da primavera publicadas em abril último.

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