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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Uma das transformações mais significativas que a economia portuguesa sofreu nestas primeiras duas décadas foi o aumento do valor das exportações em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com os dados compilados pela Porda- ta, em 1996 as exportações valiam 26,6% do PIB. Em 2010, representavam 30,28%, valor este que subiu para 43,6% em 2021. E este ano deverá ficar muito perto dos 50%, no que constitui um marco histórico para as exportações nacionais.


O grande salto nas exportações nacionais teve por isso início há doze anos, acentuan- do-se no período da intervenção da Troika, altura em que muitas empresas portuguesas foram obrigadas a olhar de outra forma para os mercados internacionais. A fasquia dos 40% do PIB foi ultrapassada pela primeira vez em 2013 e desde então tem estado quase sempre acima desse valor, com exceção de 2020, um ano marcado pela pandemia (e ainda asssim com uns confortáveis 37,12%). A que se deve este desempenho notável das exportações portuguesas? Para além do bom trabalho dos diferentes governos, há que destacar o papel dinamizador do AICEP. Mas deve-se, sobretudo, ao bom trabalho das próprias empresas exportadoras, que em muitos casos souberam reforçar a sua competitividade.


As empresas do turismo, do IT, automóvel, maquinaria, petroquímica, entre outros, têm desempenhado um papel fundamental nesta era dourada das nossas exportações, devido ao seu foco na competitividade. E é também de competitividade que falamos quando está em causa a capacidade do país atrair investimento estrangeiro em sectores virados para a exportação. Neste ponto há ainda muito a fazer. Além disso, se as exportações estão a crescer, as importações também e agrava-se o desequilíbrio da nossa balança comercial.

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