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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Fórum para a Competitividade defendeu hoje que o turismo vai ser um fator decisivo no terceiro trimestre, apesar da incerteza, classificando agosto como de "importância capital".

"No terceiro trimestre, o fator decisivo será o turismo, sobre o qual há a considerar dois aspetos. Por um lado, há uma dualidade marcadíssima, com os visitantes externos ainda longíssimo da recuperação, quando nos residentes há um regresso a níveis muito próximos dos de 2019", lê-se na nota mensal do Fórum para a Competitividade.

 

Por outro lado, permanece ainda a "elevada incerteza" quando aos próximos meses, sendo agosto de "importância capital".

 

O fórum manteve a sua estimativa para o conjunto do ano entre 1% e 3%, face aos níveis de incerteza do turismo e à evolução, em linha com o esperado, verificada no segundo trimestre.

 

Ainda no que se refere ao turismo, em junho, a recuperação nas dormidas de residentes "foi quase total", registando-se, no entanto, uma descida de 7,6% face ao mesmo mês de 2019.

 

No que se refere aos não residentes, o retrocesso foi de 72% em comparação com os valores apurados há dois anos, antes da pandemia.

 

"Para os próximos meses, é de esperar que prossiga esta recuperação dual: muito melhor em relação ao mercado interno do que ao mercado externo", apontou, notando que as recentes medidas adotadas pelo Governo trazem "algum alívio ao setor", mas não são suficientes para "aproveitar o verão".

 

Da mesma forma, perspetivam-se melhorias no que concerne aos clientes externos, mas agosto "dificilmente poderá igualar os valores do ano passado".

 

A partir de agosto, "quanto maior a recuperação, menos 'turísticos' serão os meses".

 

Este ano, o investimento deverá aumentar 4,9% em termos nominais, acima da estimativa inicial de 3,5%, segundo o inquérito de conjuntura ao investimento.

 

Por sua vez, no setor da indústria e construção, em junho, as vendas de cimento recuaram 1,3% face ao mesmo período do ano anterior, mas avançaram 25,5% face a 2019, enquanto na construção houve uma "muito ligeira queda da confiança em julho, embora se tenha fixado ainda a níveis superiores aos verificados em abril e nos meses anteriores".

 

As vendas a retalho, por seu turno, abrandaram, em junho, para 7,8%, mas mantiveram a "melhoria robusta" em comparação com o mesmo mês de 2019.

 

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 4.227.765 mortos em todo o mundo, entre mais de 198,2 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo o balanço mais recente da agência France-Presse.

 

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.378 pessoas e foram registados 972.127 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

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