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CABEÇALHO

Um estudo recente da Global Blue dá conta que é a geração mais jovem, com menos de 30 anos, que dá novo impulso ao Turismo de Compras na Europa.

Uma jovem geração de shoppers é responsável pela recuperação do Turismo de Compras a nível europeu, conclui um recente estudo da Global Blue, que revela os dados mais recentes acerca deste segmento para dois mercados emissores importantes para Portugal: a China e o Reino Unido.

 

De acordo com os dados apresentados durante a 3.ª edição das Luxury Shopping Talks, evento anual organizado pela Global Blue, durante o ano de 2023, mais de metade dos shoppers chineses (52%) pertencentes à Geração Z [pessoas com menos de 30 anos] e Millennials [pessoas nascidas a partir de 1980] foram os responsáveis por 47% do total das compras.

 

Esta é uma realidade que Portugal partilha com o resto da Europa em que se verifica que os turistas chineses destas gerações estão a impulsionar a recuperação do Turismo de Compras de forma transversal. O gasto médio a nível europeu, registou, aliás, um aumento substancial de 45%, passando de 2.150 euros, em 2019, para 3.100 euros, em 2023.

 

Contudo, refere o estudo, apenas 2,4% dos shoppers chineses que visitam a Europa fazem compras em Portugal e gastam em média 1.600 euros, menos 52% que a média europeia. A percentagem é substancialmente inferior à de França (26%) e até da Espanha (15%) que nestes países apresentam tickets médios de 3.600 euros e 2.700 euros, respetivamente.

 

Renato Leite, diretor-geral da Global Blue, salienta a importância de conquistar uma fatia destes shoppers que visitam a Europa e que são “altamente conscientes em termos ecológicos, preferem os recibos eletrónicos e experiências descontraídas e sem obstáculos e para as quais a Global Blue desde há muito tem uma resposta digital, através da nossa app e dos sistemas de reembolso simplificados”.

 

O diretor-geral da Global Blue, afirma ainda que, perante esta oportunidade “é essencial criar um sistema de pagamentos mais amigo dos turistas de compras chineses como as Mobile Wallets que dominam na China como Alipay+, que estão habituados a usar, mas também compreender as diferenças culturais que podem ser determinantes para conquistar estes turistas. Não é possível competirmos com destinos de compras que já têm estes sistemas implementados ou que têm estratégias especificamente concebidas para atrair estes turistas, o que faz com que Portugal esteja a perder um contributo importante para a economia nacional”.

 

Lisboa é a preferida dos chineses. Britânicos dividem-se entre a capital e o Algarve


Lisboa continua a ser o destino de eleição para as compras de 92% dos shoppers chineses que visitam Portugal contrastando com apenas 3% na cidade do Porto e um ticket médio substancialmente inferior (1.200 euros vs 300 euros).

 

A capital é também o principal destino de compras dos ingleses, com 68% da fatia dos visitantes e um gasto médio de 870 euros, mas Porto e Faro com 6% de shoppers cada uma, conseguem alcançar um valor médio de compra de 400 euros, superior ao dos shoppers chineses.

 

Já no gasto médio, a diferença entre o mercado português e o europeu é substancial, atingindo os 1.720 euros, em média, na Europa e os 850 euros em Portugal.

 

A este propósito, Renato Leite refere que, “apesar do Reino Unido ser o nosso principal mercado emissor, Portugal representa apenas 2% do total das compras feitas por estes turistas ao nível europeu. Em Espanha esse valor atinge os 18% e, por isso, é necessário pensar numa estratégia especificamente pensada para comunicar as vantagens do Turismo de Compras no nosso país, desde logo o facto de ser possível encontrar produtos 5 a 10% mais baratos, além da vantagem adicional oferecida pelo Tax Free, sobretudo junto dos clientes elite que são os que mais gastam na Europa”.

 

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