NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, garantiu esta segunda-feira, 7 de junho, que “o turismo de cruzeiros tem uma importância enorme” para Portugal, quer ao nível da conectividade, mas principalmente para posicionar o país “num patamar diferente” ao nível da experiência, mas também da promoção.

“É muito importante que entendamos que se trata de um setor que tem a capacidade de posicionar o país num patamar diferente em termos de promoção, em termos da experiência dos viajantes e em termos de viajantes repetidos”, afirmou o presidente do Turismo de Portugal, durante a conferência virtual “Turismo de cruzeiros em Portugal: os desafios que a pandemia trouxe e o qual o futuro do setor”, promovida pela CLIA – Cruise Lines International Association.

 

De acordo com o responsável, que sublinhou que, em 2019, os portos nacionais receberam 1,4 milhões de passageiros de cruzeiros, 40% dos quais na Madeira e outros 40% em Lisboa, Portugal tem uma estratégia bem definida para o setor dos cruzeiros, que é apontado como um dos pilares para aumentar a conetividade do país, nomeadamente através das operações de turnaround, na Estratégia Turismo 2027,

 

No entanto,  considera Luís Araújo, isso não significa que esteja tudo feito, uma vez que Portugal precisa de “crescer mais” também neste setor e ultrapassar os desafios que tem pela frente e que passam pela reabertura da atividade de cruzeiros o mais rapidamente possível, de forma a enfrentar a concorrência de outros países.

 

“É claro que há muito para fazer. Neste momento, enfrentamos um desafio, que é um desafio muito crítico, à medida que vemos que outros destinos estão a reabrir cada vez mais para outras atividades”, alertou o responsável, considerando, por isso, que este é um “momento crucial” para Portugal.

 

Por isso, acrescentou ainda Luís Araújo, também o setor dos cruzeiros está incluído no plano de seis mil milhões de euros que prevê a reativação da atividade turística nos próximos seis anos.

 

Fundamental para o crescimento da atividade, será ainda a eliminação das restrições às viagens e a recuperação da mobilidade na Europa e para países terceiros, como frisou a secretária de estado do Turismo, Rita Marques, que recordou vários dos projetos europeus que têm vindo a ser lançados com esse objetivo, muitos dos quais impulsionados por Portugal, que detém a presidência do Conselho da União Europeia,  a exemplo do Certificado Digital Europeu COVID-19, assim como as recentes recomendações da Comissão Europeia.

 

Apesar disso, referiu a governante, alguns estados-membros, como é o caso de Portugal, ainda não estão completamente alinhados com as recomendações europeias, motivo pelo qual, afirmou, o trabalho do setor privado tem sido fundamental para mostrar aos governos que existem protocolos de saúde e segurança, que ajudam a garantir uma retoma em segurança.

 

“Este tipo de atitude também ajuda a que  os governos  decidam mais confortavelmente seguir as recomendações da Comissão Europeia. Portanto, saúdo todos os esforços que têm sido feitos, porque acredito que isso certamente facilitará a livre circulação dentro da União Europeia”, acrescentou.

Partilhar