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CABEÇALHO

Até final da década, a Intel vai investir 80 mil milhões de euros no fabrico de chips na Europa, contribuindo para o objetivo de Bruxelas de duplicar a participação na produção destes componentes.

A Intel planeia construir “pelo menos” duas novas fábricas de produção de chips na Europa, fazendo chegar o total de investimentos nesta área até aos 80 mil milhões de euros até 2030, de acordo com fontes da empresa de tecnologia.

 

A multinacional norte-americana está a associar-se aos principais atores do setor automóvel e está a destinar recursos importantes na Europa para ajudar a impulsionar a fabricação de chips de tecnologia avançada.

 

A informação foi adiantada pelo diretor executivo da Intel, Pat Gelsinger, no seu discurso inaugural no IAA Mobility 2021 (Salão Automóvel) na cidade alemã de Munique, e foi completada por Eamonn Sinnott, vice-presidente de fabrico e operações da Intel e diretor-geral da Intel na Irlanda.

 

Segundo fontes da Intel, os 80 mil milhões de euros para investimentos acrescentam aos 5.500 milhões de euros já delineados para a Irlanda.

 

O mercado de silício para o setor da automação, de acordo com a empresa, vai duplicar na próxima década, atingindo 115 mil milhões de dólares (97 mil milhões de euros), cerca de 11% do mercado daquele mineral.

 

Para lidar com a procura crescente de silício, a Intel está a planear construir novas fábricas na Europa, além de investir na sua fábrica na Irlanda e lançar um segmento, com o nome “Intel FoundryServicesAccelerator”, que ajudará os clientes a fazerem a transição dos designs tradicionais de chips de automação para uns mais avançados.

 

As instalações da Intel na Europa vão contribuir para cadeias de fornecimento mais fortes e para o objetivo da União Europeia (UE) em duplicar a sua participação na produção global de chips, de 9% para 20% até 2030.

 

Segundo dados da Associação Europeia de Fornecedores Automotivos (CLEPA), citados por Eamonn Sinnott, a indústria automóvel é responsável por 37% da procura por semicondutores na Europa, em comparação com os 10% na procura global.

Desde 1989, quando a Intel iniciou as operações na Irlanda, a participação global da Europa na produção de semicondutores caiu de 44% para apenas 9%, apesar do crescimento da procura.

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