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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Governo anunciou esta quarta-feira, após o Conselho de Ministros, a aprovação de um pacote de 26 contratos fiscais de investimento, que vão representar um investimento total de 937 milhões de euros.

O Conselho de Ministros aprovou esta quarta-feira um pacote de 26 contratos fiscais de investimento. Segundo o ministro das Finanças, João Leão, o "pacote de grande dimensão" vai representar um investimento total de 937 milhões de euros, e terá um crédito fiscal máximo de 92 milhões de euros.

Os investimentos vão permitir a criação de 1.900 postos de trabalho e a manutenção de 9.500, detalhou o ministro. A "maioria" serão no Norte do país, mas também haverá uma parte "com alguma relevância" na zona de Lisboa. 

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Entre os investimentos previstos está um de 61 milhões da sueca Ikea, no setor dos móveis. Foram ainda aprovados investimentos da Ferpinta, no valor de 50 milhões, na área dos tubos de aço, um investimento de 91 milhões em componentes automóveis e um investimento de 266 milhões em estruturas de construção metalica em Ílhavo.  

O maior projeto inserido no pacote aprovado esta quarta-feira tem origem na Coreia do Sul, e será desenvolvido em conjunto com a portuguesa A Silva Matos. 

Entre os projetos aprovados, há investimentos com origem nos Estados Unidos, Brasil, Alemanha, França, Bélgica, Suécia e Suíça. Cerca de metade dos projetos aprovados hoje são de Investimento Direto Estrangeiro (IDE). 

Com este pacote, Portugal fecha 2021 com um valor recorde na atração de investimento, de 2,7 mil milhões de euros, equivalentes a 124 projetos, revelou o secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias. 

"É o valor mais alto registado na história da AICEP e mais do que duplica o melhor ano de sempre, que havia sido 2021", adiantou o secretário de Estado. 

No total, os investimentos realizados ao longo do ano permitem a criação de 7.272 postos de trabalho e a manuenção de 41.538 empregos, e estarão distribuídos por 70 municípios. 

O turismo teve sete projetos contratualizados este ano, que contou ainda com projetos nos setores automóvel, papel, mobiliário, metalomecânica, química e outras indústrias transformadoras. 

Questionado sobre um possível "eleitoralismo" associado a este anúncio, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, que presidiu ao Conselho de Ministros, descartou a hipótese.

"Estamos a aproveitar a disposição do Orçamento para 2021, pelo que a aprovação dos incentivos fiscais tem de fazer-se no quadro da aplicação do OE2021, para que a resolução do Conselho de Ministros possa ser publicada antes de se esgotar o ano orçamental".

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