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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Governo fala de um investimento comparável ao da Autoeuropa. Sines vai receber um megadata center.

Garantem que não vão ter apoios financeiros públicos, mas que o desenho do investimento foi acelerado pelo facto de lhes ter sido atribuído o selo PIN (projeto de interesse nacional). A Start Campus, uma empresa detida pelos norte-americanos da Davidson Kempner, e pelos britânicos da Pioneer Point Partners (PPP), vai instalar um mega- centro de dados em Sines, que comporta a construção de cinco edifícios preparados para receber servidores de todo o tipo de clientes que precisem de grande capacidade de armazenamento de dados.

Os edifícios vão ser construídos no parque da AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), com quem foi feito um contrato de "leasing".


O investimento, como foi avançado pela Lusa, atingirá os 3,5 mil milhões de euros. Ao Negócios, Sam Abboud, sócio fundador da PPP, explica que o investimento, assim como a criação de postos de trabalho, será gradual. O arranque da construção do primeiro edifício acontecerá no início de 2022, para ficar concluído no final do ano seguinte. A medida que forem sendo preenchidos serão construídos os restantes, admitindo-se que o projeto esteja finalizado em 2025. Será Por isso um investimento a quatro anos, não sendo possível repartir o valor de 3,5 mil milhões pelos vários anos. A empresa espera a criação de 1.200 postos de trabalho, na conclusão do projeto, garantindo Sam Abboud que vão desde o suporte aos clientes, até à engenharia, segurança de sistemas, e daí o número expressivo mesmo tratando-se de "datacenters". Além disso haverá os empregos indire- tos, nomeadamente durante a construção. Indiretamente a empresa estima que possam ser gerados 8.000 empregos.


Uma infraestrutura desta requer, por outro lado, uma elevada disponibilidade elétrica O campus, segundo revelou a empresa em comunicado, terá uma capacidade de até 450 MW. Sam Abboud explica ao Negócios que um centro destes precisa de uma grande capacidade de fornecimento elétrico, pelo que será feito através de contratos com fornecedores de energia como terá geração própria O responsável aposta nas energias renováveis, nomeadamente no solar - mas já está a pensar no hidrogénio -, falando de energia a custo mais baixo.


A empresa que vai instalar em Sines este megacentro de dados fala ainda da elevada conectividade permitida por ligações de telecomunicações de alta velocidade, nomeadamente os cabos submarinos.

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