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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Vinte e sete empresas portuguesas do segmento alimentar, bebidas e equipamentos de hotelaria/restauração participam até quinta-feira, no Dubai, nas primeiras feiras destes setores a realizarem-se presencialmente desde o início da pandemia, anunciou hoje a AEP.

Vinte e sete empresas portuguesas do segmento alimentar, bebidas e equipamentos de hotelaria/restauração participam até quinta-feira, no Dubai, nas primeiras feiras destes setores a realizarem-se presencialmente desde o início da pandemia, anunciou hoje a AEP.

 

"A nível mundial, nos últimos 12 meses, estas são as primeiras feiras dos setores alimentar e bebidas (Gulfood) e equipamentos de hotelaria e restauração (Gulf Host) que se realizam presencialmente", refere a Associação Empresarial de Portugal (AEP) em comunicado.

 

Segundo acrescenta, "a última vez que a AEP organizou a presença de uma comitiva nacional foi há um ano", precisamente na edição de 2020 da Gulfood".

 

"Apesar da situação pandémica que se vive à escala global, as entidades organizadoras entenderam ser importante que as duas feiras se realizem de forma presencial, tendo contado com o apoio e o envolvimento dos 85 países participantes", explica a associação, salientando que, "em conjunto com as entidades governamentais, a organização do evento estabeleceu um exigente processo no que respeita a medidas de segurança e higiene para o espaço de exposição".

 

De forma a permitir a participação da comitiva nacional, a AEP diz ter assegurado "todo um conjunto de procedimentos de segurança que passaram pela aquisição de equipamento de proteção individual (para a deslocação e para o recinto da feira), contratualização de dois tipos de seguros associadas a cada participante e realização de testes PCR [para despiste da covid-19] para a entrada e saída do Dubai".

 

A decorrer desde o passado domingo até quinta-feira, as edições de 2021 da Gulfood e da Gulf Host contaram, no primeiro dia, com a visita ao Pavilhão de Portugal na Expo Dubai do administrador da AEP Paulo Vaz, do presidente, da administradora e do delegado da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), respetivamente Luís Castro Henriques, Francisca Guedes de Oliveira e Daniel Pontes, e do diretor do pavilhão português, Manuel Couto Miranda.

 

O presidente da AICEP considerou que "a primeira presença física em feiras no exterior depois do início da pandemia é um sinal positivo e de encorajamento às empresas exportadoras na retoma da sua atividade nos mercados internacionais".

 

Já o administrador da AEP, Paulo Vaz, notou que, "apesar de as expectativas serem naturalmente baixas, as empresas estão particularmente satisfeitas com os contactos e com as perspetivas de negócios já realizados, o que antecipa uma normalização rápida dos negócios nos mercados do Golfo".

 

Há 10 anos consecutivos que a AEP organiza a participação portuguesa na Gulfood e na Gulf Host, tendo já apoiado mais de 250 empresas que evidenciam fatores como a dimensão dos mercados, as oportunidades e a qualidade dos contactos, especialmente no que respeita aos visitantes, importadores e distribuidores oriundos dos Emirados Árabes Unidos, da região do Golfo Arábico e dos continentes africano e asiático.

 

Segundos dados avançados pela associação, o setor alimentar nos Emirados Árabes Unidos vale mais de 7.000 milhões de dólares (cerca de 5.755 milhões de euros) anuais, sendo que, nos mercados do GCC (Conselho de Cooperação do Golfo, composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita), este número ultrapassa os 60.000 milhões de dólares (cerca de 49.333 milhões de euros), surgindo a Arábia Saudita como um dos principais importadores.

 

"O Dubai tem um importante papel enquanto plataforma logística para outros mercados, reexportando para outros destinos cerca de 70% dos produtos importados, com particular destaque para os restantes países do Golfo, mas também para as antigas Repúblicas Soviéticas, o Irão, subcontinente indiano e países do Leste africano", destaca a associação.

 

Na região do Golfo Arábico, em média, 55% das importações de produtos alimentares destinam-se ao retalho, sendo que o canal Horeca (hotelaria, restauração e cafetaria) absorve cerca de 25%.

 

De acordo com a AEP, é também nesta região que se verifica "a maior taxa de crescimento de consumo alimentar 'per capita' do mundo, oferecendo oportunidades extraordinárias às empresas do setor".

 

Atualmente, os países do GCC importam 90% das suas necessidades alimentares, estimando-se que os serviços de 'foodservice' (alimentares) atinjam os 24.500 milhões de dólares (20.142 milhões de euros) nos próximos anos.

 

A indústria da hotelaria local registou um crescimento de cerca de 100.000 milhões de dólares (82.194 milhões de euros) nos últimos cinco anos, estimando-se que atinja um valor global de 550.000 milhões de dólares (452.000 milhões de euros).

 

"Esta região evidencia um significativo crescimento ao nível da indústria do turismo, que tem vindo a ser um dos alicerces do seu desenvolvimento, com mais de 500 hotéis em construção em toda a região", refere ainda a AEP.

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