NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Esta quinta-feira - no auditório da Abreu Advogados - foram apresentadas as conclusões do estudo “Portugal M&A: Moving Forward After Covid-19”, também exibido em formato online, em parceria com o ECO.

“Se vimos que 2020 e 2021 foram momentos de incerteza que condicionaram o valor dos movimentos no mercado de M&A, a tendência de aumento está aí e vai-se manter. Há uma lição que as empresas que têm memória sabem: os momentos de crise e incerteza são momentos de investimento“. As palavras são do ministro da Economia, esta quinta-feira — no auditório da Abreu Advogados — na abertura da apresentação das conclusões do estudo “Portugal M&A: Moving Forward After Covid-19”, também exibido em formato online, em parceria com o ECO.

 

A Abreu Advogados juntou-se à plataforma Transactional Track Record (TTR) e apresentou um retrato do mercado de M&A em Portugal ao longo de todo o período de pandemia, desde o momento de maiores restrições e confinamento aos últimos meses de abertura e recuperação da economia.

 

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira defendeu ainda que “o mercado de fusões e aquisições dinâmico é sinal de uma economia dinâmica. Temos de olhar para trás e ver o que aprendemos, numa altura de grande mudança internacional. O setor está mais dinâmico do que estava. A abundância de liquidez do mercado, com taxas de juros baixas, com os fundos de private equity e retornos que possam ser encontrados através da busca de ativos. Esta abundância é a justificação para uma atividade global. Mas há outro motivo: investidores estrangeiros com decisões estratégicas ao usarem o mercado de M&A para se adaptarem à economia”.

 

“Os protagonistas dos próximos tempos serão os vencedores dos anos seguintes”, disse o membro do Governo. O ministro disse ainda que os protagonistas estarão à procura de ativos onde possa estar o máximo de retorno e as empresas à procura de encontrarem modelos de negócio na economia global.

 

Mas há também outras características específicas que são mais próprias de Portugal e de um país europeu. Siza Vieira explicou que a primeira tem a ver com a recomposição de ideias e valor global e a forma como as organizações se posicionam no mercado. Quando falamos de reindustrialização da Europa, da produção de bens e serviços na UE, assistimos a uma recomposição dessas cadeias de valor. Portugal tem sido um destinatário significativo de investimento estrangeiro direto. Temos visto que já em 2021 atingimos o máximo de investimento agregado pela AICEP. Portugal em o ais elevado nível de stock de investimento estrangeiro da sua história. E de captação de investimento estrangeiro Crescemos para o 9º lugar do país que mais capta investimento estrangeiro. Com a Indústria e tecnologias mo topo.

 

O ministro explicou ainda que “muito do investimento vem em busca dos nossos recursos humanos. São altamente valorizados pelos investidores estrangeiros. Hoje já já não temos um deficit de qualificações e somos o terceiro país europeu que mais engenheiros tem. A segurança, a estabilidade política são outros fatores. Tal como o facto de termos uma economia com margem de progressão em termos da sua atividade económica. (11,6% do PIB contra os 7% da Europa)”.

 

E destacou ainda que Portugal tem competências e capacidades a nível de tecnologias que vão ser valorizadas. Nomeadamente os sistemas de energia. Iniciamos a sua transição energética muito mais cedo do que o resto da Europa. “E isso criou um grande dinamismo e capacidades que são muito necessárias nos próximos tempos. Também na Inteligência Artificial temos essa dinâmica”.

 

Os próximos tempos vão ser de recomposição do nosso tecido empresaria e aceleração de tendências que vinham de trás. Temos consolidação, algumas empresas estão a ficar para trás, incapazes de sobreviver com mais exigências. E outras com a capacidade de crescer e de orientarem mais para os mercados externos. Consolidação intra setores que vai gerar nas transações de menor dimensão algum processo de consolidação. E depois é olhar para o setor financeiro (formas diferentes como consolidações, joint ventures) e tudo isso vai gerar atividade nos próximos tempos.

 

“A próxima década vai ser uma década de transformação da economia europeia e mundial” e “os protagonistas dos próximos tempos serão os vencedores dos anos seguintes”, disse o membro do Governo”, concluiu Pedro Siza Vieira.

 

Qual a evolução do número e volume de operações durante a pandemia e como se compara com os últimos cinco anos?

Quais os setores mais ativos do mercado? Como se comportou o investimento estrangeiro no setor? Estes e outros dados relevantes sobre o mercado de M&A em Portugal foram apresentados na sessão que contou com Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, a participação de Rita Araújo, Executive Board Member da AICEP, Isabel Duarte Lima, managing partner da HCapital, Marco Lourenço, managing Director e Head of M&A and ECM, na Caixa Banco de Investimento e moderado pelo jornalista António Costa, Publisher do ECO. Da parte da Abreu Advogados os dados foram explicados pelos sócios Ana Sofia Batista, José Maria Corrêa de Sampaio, Manuel Santos Vítor, Marta Romano de Castro e Hugo Teixeira.

Partilhar