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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O mais recente inquérito mensal da AHRESP relativo ao mês de Novembro mostra que 40% das empresas de Restauração e Bebidas pondera avançar para insolvência. Não conseguem suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento devido às parcas receitas.

Segundo a associação, os novos dados vêm “confirmar a situação de profunda dificuldade em que as actividades económicas da Restauração e do Alojamento se encontram, após 8 meses de crise pandémica”.

 

Ainda no campo da Restauração e Bebidas, a quebra de facturação no último mês para 56% das empresas ficou acima dos 60%. Como consequência, cerca de 16% não conseguiu efectuar o pagamento dos salários em Novembro e 15% só o fez parcialmente.

 

Os despedimentos são, por isso, uma realidade para 46% das empresas inquiridas desde que a pandemia de COVID-19 teve início. Destas, 30% reduziu o quadro de pessoal entre 25% e 50%, ao passo que 17% reduziu em mais de 50%.

 

Aproximadamente 17% das empresas assumem que não irão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final de 2020.

 

Já no que ao Alojamento Turístico diz respeito, a AHRESP indica que 39% das empresas não registou qualquer ocupação no mês de Novembro e que 32% indicou uma ocupação máxima de 10%. Para este mês, cerca de 45% estima uma taxa de ocupação zero e mais de 32% das empresas perspectiva uma ocupação máxima de 10%.

 

Para os meses de Janeiro e Fevereiro, a projecções são ainda piores: a possibilidade de ocupação zero é referida por mais de 56% das empresas.Com este cenário pela frente, mais de 18% das empresas pondera avançar para insolvência.

 

Em termos de facturação, 39% das empresas registou perdas acima dos 90%, levando mais de 25% a não conseguir efectuar o pagamento de salários em Novembro. 9% só o fez parcialmente.

 

O mesmo inquérito revela ainda que 28% das empresas já despediu alguém desde o início da pandemia. Destas, 33% reduziu o quadro de pessoal entre 25%-50% e cerca de 27% reduziu em mais de 50%. Além disso, mais de 14% das empresas assume não conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano.

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