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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Com diversas soluções implementadas no setor do turismo ao longo destes (quase) dois anos de pandemia, Filipe Machado, Sales & Marketing Manager da Optigest, admite que “grande parte dos processos de aceleração digital trazem aumentos de produtividade significativos”.

A necessidade rápida de reinventar negócios, readaptar operações e estratégias ou dar respostas a uma nova realidade foi transversal a diversos setores de atividade. O turismo teve de acelerar (ainda mais) processos, de forma a evitar maior descalabro e conseguir transmitir confiança a quem queria, quer e continuará a queres viajar. Filipe Machado, Sales & Marketing Manager da Optigest, dá a sua visão relativamente a este “novo” advento” digital.

 

A pandemia veio acelerar a transição digital nas mais diversas áreas e setores. Quais foram a maiores exigências e necessidades a nível global?


Desde há algumas décadas, a tecnologia tem vindo a tornar-se fundamental nos negócios e a pandemia fez com que houvesse uma aceleração na necessidade de digitalizar vários processos.

 

Sentimos que estes dois anos de pandemia se traduziram em cinco ou seis anos de crescimento de inovação tecnológica. Ou seja, algo que, como software house, prevíamos que fosse um futuro a médio prazo, realizou-se num curto espaço de tempo.

 

E no setor do turismo? Quais foram as prioridades tecnológicas mais relevantes? Quais as maiores dificuldades, exigências, necessidades e implementações?


O turismo sendo uma das áreas mais atingidas pela pandemia, foi sem dúvida imperativo a sua digitalização, desde a possibilidade de oferecer todos os serviços que até então eram comercializados localmente, ao cliente digital através de lojas online, bem como a digitalização e agilização dos processos de check-in em unidades de alojamento e pagamentos à distância.

 

As adversidades desta digitalização de processos foi sem dúvida o timing, uma vez que a cada dia as restrições e medidas de segurança aumentavam, tínhamos de estar à altura de corresponder às necessidades e acompanhar as exigências do mercado.

 

Houve empresas do setor do turismo mais preparados do que outras?


Creio que nenhuma empresa estava preparada, pelo menos a 100%. Na nossa ótica, o que notámos foi a rapidez na adaptação e na modernização por parte do tecido empresarial nacional. No nosso ponto de vista, a preparação é fruto do conhecimento, da antecipação e de analise constante ao mercado. O turismo é o exemplo prático de uma área de negócio em constante evolução, pelas suas diversas áreas, e como parceiros tecnológicos temos de estar atentos e antecipar as necessidades dos nossos clientes e não esperar que as necessidades surjam.

 

Nesta fase, a tecnologia ou aceleração digital é vista (ainda) como um custo ou como um investimento?


Nesta fase, sem dúvida que a tecnologia é vista como um investimento. A grande parte dos processos de aceleração digital trazem aumentos de produtividade significativos que cobrem o valor do investimento e garantem o seu retorno em poucos meses.

 

É cada vez mais habitual vermos as empresas terem rubricas avultadas do orçamento especificas para investimentos em tecnologia e digitalização de processos.

 

As soluções implementadas pelos stakeholders do turismo em Portugal foram de índole interna, para melhorar processos internos, ou de índole externa, para melhorar atendimento ou experiências ao cliente?


Um pouco de ambas, houve uma enorme necessidade de melhorar a experiência e o contacto com o cliente, mas para que isso fosse possível, as soluções internas tiveram de sofrer uma agilização e, na minha opinião, creio que só funcionam se ambas forem trabalhadas em conjunto.

 

A realidade digital ou tecnológica no setor do turismo em Portugal difere muito da realidade, necessidades ou exigências a nível internacional, nomeadamente, na Europa?


Creio que atualmente, o turismo em Portugal possui ferramentas tão fortes ou até melhores que os restantes países da Europa. Sendo um país que tem, segundo dados da WTTC de 2018, um contributo de 19,1% para o PIB, é sinonimo não só dos excelentes profissionais da área, mas também da realidade tecnologia que os acompanha.

 

As pessoas estão preparadas para esta nova realidade mais tecnológica e digital? É preciso apostar em novas soft/hard skills?


A preparação é constante, especialmente com a rapidez a que a tecnologia evolui, o que hoje é a realidade, amanhã é obsoleto. A formação pessoal, nas empresas e a formação académica das novas gerações é importante para que os profissionais da área estejam mais preparados para as exigências do mercado.

 

Cada vez mais vemos uma nova geração de profissionais muito bem preparada a nível tecnológico que compreendem a importância dos novos canais de comunicação na captação das também novas gerações de viajantes.

 

A adaptação ou implementação de novas tecnologias afasta a componente humana, tantas vezes considerada a “mais-valia” no turismo? Como contornar esta possível contrariedade? Ou não deverá ser tida como contrariedade?


O contacto com o cliente e a vertente humana é, sem dúvida, essencial, especialmente na área do turismo e nós, enquanto portugueses, a arte de bem receber é algo que nos distingue. Devemos sem dúvida nos digitalizar e ter a tecnologia como um aliado forte e não como substituto da nossa humanidade.

 

Se tivesse de indicar três pontos essenciais para esta transformação tecnológica, digitalização ou transição digital, quais seriam?


O mundo hoje gira a uma velocidade muito superior ao que acontecia noutros tempos. Neste sentido um dos pontos essenciais para a transformação tecnológica é que a mesma é uma tarefa continua que deve ser pensada, repensada e adaptada todos os anos.

 

Esta velocidade de adaptação carece de recursos humanos preparados, qualificados e recetivos a adaptações pelos diversos motivos, como são exemplo a produtividade e a qualidade.

 

Por último destacamos o sentido de cliente, o nunca esquecer que as empresas de turismo existem para servir um cliente e a transformação tecnológica deve ter sempre como finalidade a melhoria do produtivo final, o serviço turístico.

 

O mais correto é falar de transformação tecnológica, digitalização ou transição digital do setor do turismo?


O mais assertivo será a transição digital, uma vez que a transformação tecnológica começou há 30 anos e a geração atual, apelidada de “geração Z”, tem como características a compreensão tecnológica e a abertura social à tecnologia.

 

O turismo é uma das áreas onde a tecnologia se tornou uma necessidade desde muito cedo, comparando com outras áreas. Logo, a transição digital mantém uma organização responsiva às constantes mudanças no mercado.

 

Principais soluções implementadas pela Optigest:

Optitravel – Gestão de Agências de Viagens

  • Optiweb – Portal de Viagens Online
  • Optitour – Gestão de Operador
  • Optihotel – Gestão de Unidades de Alojamento
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