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CABEÇALHO

2040 horas foi o tempo que demorou a ser feito o vestido com corpete e alguns elementos na saia em filigrana, que o Município de Gondomar leva este domingo para o Dubai, para estar em exposição no Pavilhão de Portugal da Expo 2020.

A peça única, toda ela produzida manualmente, resulta de uma parceria entre o filigraneiro Arlindo Moura, 34 anos, e a estilista Micaela Oliveira, em que o corpete e alguns elementos da saia são feitos em filigrana.

 

Um trabalho minucioso, com a espessura de um fio de cabelo, onde toda a portugalidade será exaltada.

 

O vestido é composto "por um corpete feito com várias peças de filigrana, numa espécie de puzzle que se une, com uma saia onde foram bordadas a ouro três caravelas portuguesas, cujas velas são também em filigrana", detalhou ao JN a vereadora do Turismo da Câmara de Gondomar, Sandra Almeida.

 

Ao todo, foram feitas 115 peças de filigrana.

 

"Autêntico desafio"

 

Arlindo Moura - a sexta geração da família a seguir a arte da filigrana - descreve a experiência como "a mais brutal" da sua carreira. "Foi um autêntico desafio, de rebentar com os limites", desabafou.

 

Além da presença de Arlindo, a comitiva de Gondomar vai estar uma semana na Expo 2020, no Dubai, a partir desta segunda-feira, acompanhada ainda pelos filigraneiros, António Cardoso, autor do coração em filigrana que foi oferecido à atriz Sharon Stone, e por Fernando Ribeiro.

 

Além de ser possível observar os filigraneiros a trabalharem ao vivo, a exposição vai contar com peças exclusivas de filigrana.

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