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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Apesar das consequências negativas da pandemia na economia nacional, a AICEP anunciou esta quinta-feira que o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) injetou 445 milhões de euros em Portugal.

Luís Castro Henriques defendeu esta tarde, durante a segunda sessão da Conferência Anual da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que será possível voltar ao normal "a partir do momento em que os efeitos da pandemia comecem a desaparecer". O otimismo do líder da agência de investimento baseia-se não só na "capacidade" e na "resiliência" das empresas portuguesas, mas sobretudo nos resultados conquistados desde março. De acordo com os dados divulgados, Portugal conseguiu atrair mais de duas dezenas de projetos de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) em plena crise pandémica, com impacto positivo na criação de emprego - serão cerca de 1900 os postos de trabalho criados - e uma aposta de 445 milhões de euros. "Destes, 21 são clientes novos e dois trazem atividades novas ao país", acrescentou o responsável.

 

Um sinal de confiança nas condições intrínsecas nacionais vindo de países europeus como a Alemanha, França, Dinamarca e Suíça, mas também dos Estados Unidos e do Brasil. O capital divide-se por muitos e diferentes setores, desde o automóvel à eletrónica e aeroespacial, passando pelas embalagens, calçado e centros de competência na área das Tecnologias de Informação (TIC). "O que vimos foi que, sobretudo neste segundo semestre, conseguimos recuperar algum investimento industrial. Diria que são boas notícias", defende.

 

O tema da sessão desta quinta-feira, "Exportações & Investimento", foi a oportunidade ideal para Castro Henriques apontar a capacidade inovadora e de adaptação do tecido empresarial português durante o curso da pandemia. Da mesma forma, a manutenção do interesse estrangeiro em Portugal é "uma prova da vitalidade do país, mas também de toda a atividade que a AICEP conseguiu manter ao longo deste tempo para que a economia do país não pare e continuemos a ganhar clientes". Para o responsável, o talento e a competitividade nacionais são fatores fundamentais para o aumento do investimento e que devem ser capitalizados "ao máximo".

 

O presidente da agência, cujo mandato terminou no início do ano e ainda aguarda confirmação de eventual renovação por parte do Governo, lembrou ainda o trabalho feito no apoio e capacitação às empresas, que continuará até ao final de 2020. A internacionalização através da aposta no e-commerce, por exemplo, deverá continuar a fazer parte das prioridades, embora existam outras perspetivas de macro tendências futuras. A indústria alimentar, da mobilidade ou aeroespacial, mas também as energias renováveis, ciências da vida e serviços de TI deverão continuar na mira das empresas e dos gestores nacionais.

 

A Conferência Anual AICEP 2020, este ano com transmissão via streaming, divide-se em quatro sessões debaixo do chapéu "Exportações & Investimento". A próxima está agendada para dia 20 de novembro, pelas 15h, e pode ser vista em direto a partir do site da agência.

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