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O México apresenta com Portugal "alguns interesses em comum, designadamente nas áreas portuária e das energias", diz António Costa.

O primeiro-ministro afirmou este domingo que, até ao final do ano, o Governo português vai concluir um plano de cooperação económica com o México, adiantando já como prioridades o setor dos portos e a área das energias.

 

António Costa falava aos jornalistas depois de ter estado reunido em Santiago do Chile com o Presidente mexicano, López Obrador, a quem ofereceu o livro de José Saramago "Viagem a Portugal".

 

"Aproveitei esta minha presença no Chile para ter encontros com empresas portuguesas presentes neste mercado e para reuniões bilaterais, nomeadamente com o Presidente do México - país em relação ao qual pretendemos incrementar a cooperação e as relações económicas. O México é uma das grandes economias", apontou, observando que este país "está simultaneamente virado para o Atlântico e para o Pacífico".

 

De acordo com o líder do executivo português, o México apresenta com Portugal "alguns interesses em comum, designadamente nas áreas portuária e das energias".

 

"Na reunião, identificámos várias áreas em que podemos trabalhar com vantagem em conjunto para ambos os países", referiu, assinalando que ainda este mês o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, se vai deslocar ao México.

 

"Estamos a trabalhar para, até ao final do ano, termos alguma coisa importante para fazermos em conjunto. É um país onde muitas empresas portuguesas estão a trabalhar, designadamente no setor da construção", especificou o primeiro-ministro, antes de realçar que ainda recentemente a Mota Engil concluiu um troço de uma obra ferroviária considerada das maiores a nível mundial.

 

"O México é um país com quem queremos estreitar relações", reforçou, antes de também destacar o encontro que teve depois com empresas nacionais presentes no mercado chileno.

 

Em relação ao Chile, António Costa afirmou que o investimento português tem crescido e as relações económicas estão a intensificar-se.

 

"Dos vários encontros que tenho mantido com o Presidente Gabriel Boric senti nele uma grande vontade de reforçar os seus laços com Portugal. Tem um grande apreço pelas empresas portuguesas que estão a operar no Chile -- e espero que isso se desenvolva. O Chile tem as maiores reservas de lítio, um recurso fundamental, para a transição energética", realçou.

 

Esta noite, o primeiro-ministro é um dos convidados de um jantar promovido pelo Presidente Gabriel Boric, que juntará todos os chefes de Estado e de Governo que na segunda-feira vão participar nas cerimónias dos 50 anos do golpe de Estado no Chile.

 

Também na segunda-feira, mas da parte da tarde, após as comemorações e antes de regressar a Lisboa, António Costa reúne-se com o Presidente do Chile.

 

Em Diário de Notícias

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