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O resultado para este indicador em dezembro foi de 2,7%, sendo que ambos os valores contaram com uma contribuição decisiva dos produtos energéticos, que verificaram uma aceleração de 7,3% no ano passado.

A taxa de inflação anual em 2021 foi de 1,3%, sendo que a variação homóloga deste indicador em dezembro foi de 2,7%, segundo os dados do INE revelados esta quarta-feira. Em 2020, a variação de preços na economia portuguesa havia sido nula.

 

Excluindo a volatilidade dos produtos energéticos e alimentares, a taxa de inflação portuguesa situou-se nos 0,8%. A nota do INE destaca ainda a trajetória ascendente da inflação na segunda metade do ano, altura em que as variações observadas foram sempre superiores ao valor da média anual, com a média da segunda parte do ano, 1,9%, a ser largamente superior aos 0,6% registados na primeira metade.

 

O principal motor da evolução de preços em 2021 foi a energia, que registou uma aceleração de 7,3% nos preços durante o período em análise. Em dezembro, esta categoria de produtos registou uma variação homóloga de 11,2%. Já os produtos alimentares não transformados aceleraram 0,6% na totalidade do ano, com dezembro a verificar uma variação homóloga de 3,2%.

 

Em 2021, observou-se um crescimento médio anual mais elevado dos preços dos bens que dos serviços, algo que contrasta com anos anteriores, explica o INE. Mais especificamente, os preços dos bens aumentaram 1,7%, enquanto os dos serviços cresceram apenas 0,6%.

 

Olhando para o mês de dezembro, verifica-se que o vestuário e calçado também acelerou, embora mais timidamente, tendo verificado um crescimento de preços de 1,8%, enquanto os bens alimentares e bebidas não-alcoólicas aceleraram 2,9%. Já os transportes cresceram 6,7% e as bebidas alcoólicas e tabaco 0,3%, naquele que foi o primeiro mês desde maio de 2003 em que todas as categorias registaram variações homólogas positivas.

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