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Criada em 2019, a YData é a primeira plataforma de desenvolvimento que se centra nos dados e torna o processo de criação de um dataset de treino mais simples, rápido e barato. Para além disso, promete resolver os problemas de privacidade, escassez de dados e falta de representatividade de classes.

A iniciar a sua jornada nos EUA, a empresa contou com a ajuda de uma ronda de financiamento Seed no valor de 2,7 milhões de dólares que possibilitou o seu aceleramento e desenvolvimento. A PME Magazine quis saber mais pormenores e falou com Gonçalo Martins Ribeiro, sócio fundador e CEO da YData.

 

PME Magazine (PME Mag.) – Como surgiu esta ideia de criar uma plataforma de dados que acelera o desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial?

 

Gonçalo Ribeiro (G. R.) – Tanto eu (Gonçalo) como a Fabiana trabalhámos alguns anos na área de dados e a YData é o resultado, não só das nossas experiências profissionais, como também de várias entrevistas que fizemos a cientistas de dados de todo o mundo para validar os nossos pressupostos. Não foi, portanto, uma ideia que surgiu, mas sim um problema que identificámos e que nos frustrava o suficiente para decidirmos colocar mãos à obra e tentar resolvê-lo.

 

PME Mag. – Sendo que a empresa foi criada em 2019, sentiram alguma dificuldade ou receio devido à pandemia Covid-19?

 

G. R. – Claro, creio que, pelo menos a primeira fase da pandemia, teve um impacto global em todos os setores. Estávamos a começar os primeiros testes em clientes e identificamos que várias iniciativas, nomeadamente inovação, estavam a ser suspensas devido à incerteza que vivíamos. Felizmente, o setor tecnológico recuperou rápido e conseguimos avançar com estes projetos.

 

PME Mag.- Quais foram as principais razões para a Flying Fish investir na vossa plataforma?

 

G. R. – Sugiro citar Frank Chang, managing partner da Flying Fish Partners:

 

“Na Microsoft, a nossa principal dificuldade ao construir sistemas de IA foram os dados. As equipas investiam imenso tempo, dinheiro e recursos de data science para garantir que tínhamos dados de alta qualidade e os datasets certos para construir os modelos que precisávamos. A empresa construiu o seu próprio sistema interno para mitigar este problema e estou orgulhoso por ver a YData a enfrentar um problema muito real que muitas empresas vão enfrentar, mas que não têm os recursos internos para o resolver. A nossa experiência com esta dificuldade aliada à equipa da YData que é incrível são as principais razões para a Flying Fish ter investido”.

 

PME Mag.- Como é que decorreu todo este processo de financiamento?

 

G. R. – É um processo demorado e doloroso que coloca à prova a startup em variados níveis, desde planeamento estratégico, operacional, financeiro, equipa e produto. 

 

PME Mag.- Sendo que a EDP, a Wells Fargo e a Verbund são alguns dos vossos clientes, como é que entraram em contacto com estas empresas e criaram parcerias com as mesmas?

 

G. R. – A rede de contatos pessoais é a melhor forma que existe de criar negócio, pois estes são feitos entre pessoas e quem já nos conhece sabe que entregamos valor e confiam em nós. No caso da Verbund, foi a nossa relação com a EDP que lhes demonstrou confiança neste setor e assim que viram a nossa tecnologia ficaram convencidos. Os restantes clientes e parceiros são fruto dos nossos esforços comerciais e também da nossa estratégia de Go-To-Market: ao mostrar aos cientistas de dados a nossa tecnologia atrás das comunidades, ganhamos a sua confiança e estes irão falar de nós nas empresas onde trabalham.

 

PME Mag.- Sabemos que a YData tem algumas vagas em aberto para fazer parte deste projeto. Quais são as três principais características que um profissional deve ter para entrar na empresa?

 

G. R. – Iniciativa, vontade de aprender e fazer. Temos várias oportunidades em aberto e somos bastante seletivos na contratação, pois queremos garantir que contamos com os melhores profissionais e que a cada contratação a empresa sobe um patamar de qualidade. Podemos afirmar que contamos com os melhores profissionais que existem, e todos eles possuem estas características – procuramos quem queira construir coisas e colocá-las no mercado. Só assim saberemos se o que fizemos tem qualidade.

 

PME Mag.- Quais são os próximos passos para a empresa?

 

G. R. – Ainda existe muito a fazer no que toca a desenvolver produto e comercialização. Estamos a dar os primeiros passos nos EUA, mas acreditamos que, rapidamente, vamos conseguir captar uma fatia de mercado interessante e, em breve, começamos a preparar uma nova ronda de investimentos Série A, que nos ajudará a escalar as vendas a nível global. O objetivo é chegar a unicórnio nos próximos anos.

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