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CABEÇALHO

Quando se esperava uma recuperação da atividade industrial dos EUA, depois de em agosto ter caído para o fosso da contração, tal não aconteceu. Em setembro, não só se manteve abaixo dos 50 pontos, como caiu para mínimos de 2009.

O ISM, instituto que mede o pulso à saúde fabril nos EUA, divulgou que em setembro o indicador de atividade industrial do país derrapou para 47,8 pontos, um mínimo desde 2009, depois de em agosto já ter caído para abaixo da marca dos 50 pontos, que separa a contração da expansão.

Os principais mercados de Wall Street abriram a sessão de hoje em alta, animados com a expectativa de que os dados industriais no país superassem a marca dos 50 pontos, tal como os analistas previam. A dececionante atividade industrial da maior economia do mundo, levou o presidente do país, Donald Trump, a tecer novas criticas ao líder da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, através do Twitter, acusando-o de ter feito com que o dólar ficasse demasiado forte, face às moedas rivais, afetando a indústria.

 

No entanto, uma deceção na divulgação dos dados empurrou os índices para território negativo. Por esta altura, o Nasdaq cai 0,08% para os 7.993,33 pontos, o Dow Jones perde 0,42% para 26.802,98 pontos e o Standard & Poor’s 500 desvaloriza 0,24% para os 2.969,72 pontos.

Os empregos no setor da indústria também caíram para mínimos desde janeiro de 2016, antecipando dados negativos do emprego em toda a economia, que serão divulgados na sexta-feira.

Setembro marca o segundo mês consecutivo em que este índice se fixa em território de contração, apelando a mais medidas futuras por parte da reserva federal dos EUA.

Hoje, na Zona Euro, o IHS Markit anunciou também que a atividade industrial da região caiu para mínimos de outubro de 2012, com as fábricas alemãs a conhecerem o seu pior mês, em termos de atividade, desde a última crise financeira.

O índice IHS Markit para a atividade industrial na região caiu para 45,7 pontos no mês passado, acima do esperado (45,6 pontos), mas a manter a tendência de quedas. A marca dos 50 pontos separa a contração da expansão.

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