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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Talento, cultura e custos da capital portuguesa convencem líder da biotecnologia a nível mundial a investir na capital portuguesa.

A Amgen uma das líderes mundiais na área da biotecnologia vai criar 300 empregos altamente qualificados nos próximos dois anos em Lisboa. Em causa está a abertura de um novo centro de competências para apoiar as atividades empresariais deste grupo norte-americano a nível global: o Amgen Capability Center Portugal. "Lisboa foi uma escolha convincente para instalar este centro de competências, principalmente devido à disponibilidade de forte talento local, à capacidade de atração de talento internacional, à cultura favorável, ao perfil de custos e a um ambiente de negócios maduro e estável", diz Daniel Campanha, diretor- -executivo do futuro Amgen Capability Center Portugal.


A biotecnológica diz querer construir "uma força de trabalho diversificada, focada em capacidades críticas em todas as funções, de uma forma eficiente e escalável", incluindo funções gerais e administrativas, de investigação e desenvolvimento e comerciais.


Desde 1980 que esta pioneira da biotecnologia nascida na Califórnia vem tirando partido do potencial da biologia e dos conhecimentos mais avançados da genética humana para desenvolver medicamentos inovadores para quem sofre de doenças graves. Presente em cerca de 100 países, a Amgen transformou-se numa das principais empresas independentes de biotecnologia, amando em áreas como as doenças cardiovasculares, oncologia, saúde óssea, neurociências, nefrologia e inflamação.


A Amgen tem em funcionamento uma filial em Portugal desde 1993, que conta atualmente com 40 colaboradores. O escritório foi recentemente reconhecido no ranking Best Place to Work, em Portugal. "Estamos muito entusiasmados por expandir a presença da Amgen em Lisboa, impulsionar a produtividade sustentável da nossa organização e, em última análise, servir melhor os nossos pacientes", acrescenta Daniel Campanha.


O anúncio da Amgen mereceu o comentário de dois governantes portugueses. Eurico Brilhante Dias, secretário de Estado da Internacionalização, destaca o potencial económico desta estratégia nacional de atração de investimento na área da saúde. "Esta pretende promover as competências nacionais para atrair mais investimento direto estrangeiro e, por outro lado, potenciar a inserção das nossas empresas nas cadeias de valor internacionais de um sector de ponta com elevado
valor acrescentado, estimulando igualmente as nossas exportações."


"Temos orgulho em receber uma empresa como a Amgen, com uma forte história de inovação, em linha com a nossa estratégia de reafirmar o país como um importante player de qualidade e inovação em saúde", acrescenta Diogo Serras Lopes, secretário de Estado da Saúde.


Centros são dois terços do IDE
O secretário de Estado da Internacionalização salienta que este centro de competências da Amgen que irá apoiar as atividades da empresa em vários outros mercados a partir de Portugal é um reconhecimento da competitividade, do talento, da qualidade das infraestruturas e da localização estratégica do país.


"Portugal é um centro económico com um ecossistema multicultural e atrativo para os negócios", diz Eurico Brilhante Dias quanto ao facto de o país estar a conseguir bater outras geografias rivais na angariação deste tipo de investimento direto estrangeiro (IDE).


O balanço mais recente desta competição internacional pelo IDE revela mais de 100 intenções de investimento estrangeiro decididas a favor de Portugal entre março de 2018 e abril de 2021. E 65% são centros de serviços ou de competências que, no seu conjunto, podem criar mais de 8670 postos de trabalho diretos no país.


Em causa está a captação de sete dezenas de projetos de investimento, oriundos de 16 países, na criação de centros de serviços ou de competências em diversos concelhos espalhados pelo país, desde Amarante, Aveiro, Maia, Lisboa, Oeiras, entre outros.


Metade destes investimentos vêm da Alemanha, França e Reino Unido. Mas também há investidores da Áustria, Bélgica, Brasil, China, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, Irlanda, Japão, Jordânia, Malta, Suécia ou Suíça.

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