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CABEÇALHO

A Comissão Económica e Social da ONU para a Ásia ocidental estima que a economia da região árabe continue a recuperar, após a crise causada pela pandemia, projetando taxas de crescimento de 3,7% em 2022 e 3,6% em 2023.

“Apesar dos riscos que a economia global ainda enfrenta dois anos após o surgimento da pandemia de covid-19, as perspetivas económicas continuam positivas para a região árabe”, referiu hoje em comunicado a Comissão Económica e Social da ONU para a Ásia Ocidental (ECSWA na sigla em inglês), ao apresentar o seu relatório anual.

 

Neste contexto, acrescenta a mesma agência das Nações Unidas, “a recuperação iniciada em 2021 deve continuar e o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer 3,7% em 2022 e 3,6% em 2023”, embora varie entre os países em função das campanhas de vacinação, receitas das exportações de petróleo e turismo e fluxos de remessas e fundos de ajuda ao desenvolvimento.

 

Relativamente ao petróleo, principal fonte de receita dos países árabes do Golfo Pérsico, a Comissão considera dois cenários, em função da evolução dos preços internacionais do petróleo.

 

O cenário de referência considera que o ritmo da vacinação contra a covid-19 permanecerá lento em alguns países, o que obrigará à imposição de medidas de confinamento parcial, pelo que se estima que a procura de petróleo será baixa e o preço médio por barril ronde os 60 dólares.

 

Na previsão mais otimista, baseada num avanço mais robusto do ritmo de vacinação, a procura crescerá e o preço médio do barril do petróleo ficará próximo do atual (80 dólares) podendo registar ‘picos’ de subida até aos 100 dólares por barril.

 

Em relação à taxa de pobreza, a agência das Nações Unidas aponta para um ligeiro decréscimo dos 27% registado em 2021 para 26% em 2023.

 

No desemprego, as projeções apontam para uma diminuição nestes dois anos, dos atuais 11,8% para 10,7%, mas permanecendo “uma das mais altas do mundo, especialmente entre as mulheres e os jovens”.

 

Em termos de emprego, “apesar de alguma melhoria na redução do hiato de género, seriam necessários cerca de 150 anos para alcançar a paridade na região árabe dadas as fortes deficiências nos seus sistemas de proteção social”, alerta a ECSWA.

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