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CABEÇALHO

Centro de Interligação de Redes Internacionais da Altice foi inaugurado esta quarta-feira em Linda-a-Velha, uma "infraestrutura crítica" cofinanciada pela União Europeia.

A Altice Portugal inaugurou esta quarta-feira o seu primeiro Centro de Interligação de Redes Internacionais em Linda-a-Velha, uma “infraestrutura crítica” que vai servir de “alternativa aberta e neutral para a interligação de redes nacionais e internacionais” no país, anunciou a empresa em comunicado. Só existe outro centro como este em Portugal, disse a presidente executiva, Ana Figueiredo, na cerimónia de inauguração.

 

O centro localiza-se “num dos primeiros centros de telecomunicações da antiga Marconi”. Resulta de um investimento de três milhões de euros, cofinanciado pelo programa Connecting Europe Facility (CEF-2), e é gerido pela Altice Wholesale Solutions, o ramo grossista da Altice Portugal que é responsável pela gestão de serviços internacionais de telecomunicações. Para já, são criados dez postos de trabalho especializados em conjunto com esta infraestrutura.

 

O centro “visa alojar redes internacionais de telecomunicações, alavancando a facilidade de interconexão entre a instalação e as estações de amarração de cabos submarinos, teleportos, redes terrestres de longo curso e outros centros de dados”. Como pano de fundo, a estratégia do Governo de atrair para o país cada vez mais infraestruturas de comunicações internacionais, de que é o exemplo principal os cabos que ligam continentes através do fundo do mar e pelos quais passa o grosso das comunicações intercontinentais.

 

“Este centro vem adicionar escala e competitividade e tornar Portugal mais atrativo na conectividade” internacional, considerou Ana Figueiredo na cerimónia desta quarta-feira.

 

O Altice LdV, como foi designado, insere-se num campus com uma área total de 11.000 m2, nomeadamente num edifício com 3.000 m2. “Nesta vertente de sustentabilidade e eficiência energética, o projeto readapta uma infraestrutura já existente para as necessidades atuais”, refere a Altice, sendo, por isso, alimentado só por energia renovável.

 

“Temos falado muito com os nossos parceiros. Achávamos que havia oportunidade de criar um segundo centro. Todo o país estava assente num único centro. É um grande risco”, considerou, na inauguração, o administrador da Altice Portugal com o pelouro das operações, Alexander Freese.

 

“O novo Centro de Interligação apresenta todas as características técnicas e tecnológicas de fiabilidade, redundância e segurança necessárias a uma infraestrutura crítica”, salienta a dona da Meo. Para a escolha da localização, a Altice ponderou fatores como a proximidade a estações de amarração de cabos submarinos e o “potencial como nó da rede internacional da Altice”.

 

“Hoje, com este novo Centro de Interligação de Redes Internacionais, a Altice Portugal contribui para colocar Lisboa entre as cidades europeias mais relevantes desta indústria, auferindo-lhe um papel de destaque neste ecossistema internacional e mundial”, conclui a empresa, que, para marcar a inauguração esta quarta-feira, promoveu um evento onde marcou presença o ministro das Infraestruturas, João Galamba, e o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais.

 

O outro centro deste tipo que existe em Portugal é o Lisbon International Business Exchange, gerido pela empresa norte-americana Equinix. A existência deste “ponto crítico” nas redes foi referida na imprensa no passado dia 6 de junho, por ter estado na origem de constrangimentos nas comunicações em Portugal nessa data, devido a “falhas persistentes” de energia, confirmou a Equinix na altura, o que mostra a relevância destes pontos nevrálgicos nas comunicações que suportam a economia digital.

 

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