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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Exportações de bens portuguesas mantêm crescimento constante nos primeiros seis meses de 2022, com Espanha a dar o maior contributo, seguida pelos Estados Unidos, Alemanha e França, para os 24,5 por cento de aumento face a 2021.

Segundo os dados do INE – Instituto Nacional de Estatística, no primeiro semestre de 2022 as exportações de bens portuguesas ascenderam a 38.903 milhões de euros, o que corresponde a um aumento 24,5 por cento (7.657 milhões de euros) face ao primeiro semestre de 2021. 

 

Em junho, apesar do decréscimo face a maio, as exportações atingiram um valor absoluto de 7.051 milhões de euros, o que representa um aumento de 37,1 por cento face ao mesmo período de 2021.

 

Nos primeiros seis meses do ano, as exportações para a União Europeia aumentaram 23,4 por cento, registando uma quota nas Exportações totais de 71,1 por cento. As Exportações para fora da União Europeia também registaram um aumento de 27,4 por cento.

 

Espanha foi o principal destino das nossas exportações e o país que mais contribuiu para o seu crescimento, com um aumento de 1.866 milhões de euros (+22,7 por cento), seguido dos Estados Unidos da América, da Alemanha e de França, com aumentos respetivos de 1.157 milhões de euros (+71,4 por cento), 795 milhões de euros (+23 por cento) e 725 milhões de euros (+17,2 por cento).

 

Espanha, França e Alemanha mantêm-se, porém, como os principais destinos das exportações de bens portuguesas, seguindo-se os Estados Unidos como o 4º maior cliente de Portugal. De notar a descida do Reino Unido para 6º maior cliente dos bens nacionais no período em análise.

 

De notar que no mês de junho de 2022, as exportações portuguesas para a Rússia e a Ucrânia diminuíram 29,7 por cento e 62,6 por cento face a período idêntico de 2021, respetivamente.

 

Por grupos de produtos, Máquinas e Aparelhos foi o principal nas exportações de bens, com uma quota de 12,9 por cento do total, seguindo-se os Veículos e Outro Material de Transporte (12,2 por cento). Neste semestre destacam-se os aumentos das exportações de Combustíveis Minerais (em 86,7 por cento), de Metais Comuns (33,9 por cento), dos Químicos (45,9 por cento) e dos Agrícolas (30,4 por cento). Por produto, os Veículos Automóveis, com 11,6 por cento do total, continuam a ser os mais exportados.

 

A nível das importações de bens verificou-se um aumento de 36,6 por cento no período em análise, totalizando cerca de 53 mil milhões de euros, contribuindo para o agravamento do défice comercial português. Espanha, Alemanha e França mantêm-se, por essa ordem, como os principais fornecedores do país.

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