AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO



A empresa representa algumas das mais conceituadas marcas mundiais e factura 5 milhões de euros.

Fundada era 1985 pelos actuais sócios gerentes, a Luz e Som que começou por ser uma pequena brincadeira, rapidamente se tornou num caso de sucesso. Hoje a empresa factura cinco milhões de euros, emprega 44 pessoas e tem a sua assinatura em obras tão díspares como o restaurante Buhle, o Museu de Serralves, a Casa da Música, o Hotel Sheraton do Porto, o Palácio de Seteais entre tantas outras.

 

Carlos Gois, um dos sócios gerentes, recorda bem os tempos em que juntamente com a irmã, e o cunhado (os outros dois sócios gerentes da empresa) começaram por fazer as bolas de espelhos para as festas de garagem. Daí até começarem a produzir outros equipamentos foi um pequeno passo. Mais tarde tornaram-se representantes de algumas marcas, até que abriram uma loja no mítico centro comercial Dallas, em plena avenida da Boavista. Estava dado o mote para o futuro.

 

Hoje, assumem-se como uma empresa de instalação de projecto e dizem que "não vendemos produto, vendemos um serviço que passa por um aconselhamento ao cliente, consultadoria, no fundo trata-se de escolher a melhor solução para cada situação específica".

 

<b>Da garagem às grandes obras</b>

 

Apesar de inicialmente a empresa estar mais virada para as luzes e som, a verdade é que hoje tem ao seu dispor um leque vasto que vai desde a alta fidelidade, 'multiroom', cinema em casa, domótica, video-conferência, projecção e 'videowall', sonorização, tradução e conferência, sistemas de controle integrado, iluminação cénica, gabinete acompanhamento de projectos, aluguer de equipamentos e CCTV. No fundo, a Luz e Som, como diz Carlos Gois "implementa soluções "chave na mão". Mas quem são afinal os clientes da Luz e Som?

 

Carlos Gois recosta-se na cadeira e atira: "temos desde o cliente particular até ao cliente 'corporate', ou seja, as grandes empresas como a Sonae que necessitam dos nossos serviços". E passa a explicar: "trabalhamos muito com a classe de um segmento alto que constrói uma casa de raiz e a quer totalmente equipada, até às empresas que necessitam de um sistema de som ou videoconferência, assim como os bancos. Aliás, no sistema financeiro, fomos mesmo pioneiros ao nível do 'corporate tv'".

 

Arquitectos de renome

 

A Luz e Som trabalha muito com arquitectos, nomeadamente com os mais conhecidos como Álvaro Siza Vieira, Alcino Soutinho ou Souto Moura e ainda cm empresas de decoração de interiores como por, exemplo a bastidores e Paulo Lobo.

 

Com sede em Matosinhos, onde tem uma área de 800 metros quadrados de frente para o mar, e que brevemente irá entrar em obras, com o intuito de remodelar o espaço e torná-lo mais moderno, a Luz e Som tem também uma loja em Lisboa, mais concretamente em Santos. De resto, a empresa faz parte do "Santos Design District".

 

Mas a expansão não se deve ficar por aqui. Devido a ter cada vez mais procura no Sul do País - a empresa esteve ligada a uma parte da execução do Aeroporto de Faro - a Luz e Som quer abrir ainda este ano uma loja no Algarve, mais concretamente entre Almancil e Albufeira.

 

Apesar de não estarem imunes à crise, Carlos Gois diz que "sentimo-la na tesouraria porque cada vez os prazos de pagamento dos nossos clientes são mais longos no tempo, mas em termos de números de projectos não temos sentido nenhuma diminuição".

 

No entanto, o gerente da empresa sempre vai dizendo: "o mercado de Lisboa tem um peso cada vez maior nas nossas contas, sentimos que é mais fácil fechar contratos em Lisboa do que no Porto.

 

 

ENTREVISTA - CARLOS GÓIS

Administrador da Luz e Som

 

"Queremos um parceiro para Angola"

 

A empresa quer um parceiro que se movimente bem e que seja de confiança.

 

A implantação no mercado nacional parece já consolidada, não tem planos para internacionalizar a empresa?

 

Temos, claro que sim. Para além de estarmos a fazer projectos pontuais em Espanha, especialmente através de empresas e bancos nossos clientes em Portugal e que estão também naquele país, queremos ir para Angola.

 

A entrada em Angola será ainda este ano?

 

A entrada em Angola será feita mal encontremos o parceiro certo. É certo que em Angola é necessário ter um parceiro e nós queremos alguém de confiança e que se movimente bem. O mercado de Angola está em forte expansão, todos os dias aparecem inúmeros projectos.

 

Portanto, mal apareça um parceiro...

 

Assim que aparecer um parceiro em Angola avançamos. Precisamos de alguém que nos dê suporte e que assegure a componente de manutenção. Podemos deslocalizar para lá, eventualmente, um técnico, mas nunca será uma estrutura grande.

 

Mas já têm feito alguma coisa naquele país?

 

Já, ainda recentemente fizemos uma discoteca a cerca de 60 quilómetros de Luanda. E agora vamos estar presentes na Expoconstrói com outra empresa em que somos sócios a Modular System, uma empresa que faz casas por módulos. O objectivo nessa feira é apresentar uma casa grande devidamente equipada.

 

E existe muita concorrência?

 

Em Angola nem por isso.

 

E em Portugal?

 

No conjunto de tudo o que fazemos há pouca porque não há muitas empresas com capacidade para ser tão abrangentes como nós. Somos mais antigas que a maioria e fomos evoluindo de forma diferente de alguns que têm a nossa idade e que se concentraram muito em projectos grandes como, por exemplo, os estádios.

 

Na vossa área a inovação tem um papel importante, como é que lidam com isso?

 

Tem sido uma preocupação constante, estamos sempre à procura do que melhor existe no mundo para satisfazer os nossos clientes, sejam os sistemas multicoluna, distribuição de som, colunas invisíveis que se pintam e desaparecem nos tectos, até colunas de pedra que se metem nos jardins, até colunas para ter som debaixo de água.

 

Que volume de facturação prevêem para 2009?

 

Devido à conjuntura, não será muito fácil crescer para além dos 5 milhões que facturámos em 2008. A não ser que apareça algum projecto grande como por exemplo, em Angola. Aliás em Angola temos alguns projectos grandes em curso, mas daí até que se concretizem de facto...

RODAPÉ