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Inquérito do INE indica que 62,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico assinalam que a pandemia de covid-19 motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de junho a outubro de 2020, maioritariamente dos mercados nacional e espanhol.

Embora o cenário continue a ser de crise, o setor do turismo recuperou ligeiramente em junho, em comparação com os meses anteriores, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

 

O setor do alojamento turístico terá registado 500,5 mil hóspedes (em maio tinha registado 149,8 mil hóspedes) e 1,1 milhões de dormidas (307,0 mil dormidas em maio), o que corresponde a variações de -81,7% e -85,1%, respetivamente (-94,2% e -95,3% em maio, pela mesma ordem).

 

As dormidas de residentes terão diminuído 59,8% (-85,9% em maio) e as de não residentes terão decrescido 96,0% (-98,4% no mês anterior), refere o INE.

 

Inquérito traça retrato do turismo.

 

Apesar da ligeira recuperação, o INE traçou um cenário de crise para o setor do turismo através de um questionário realizado durante os meses de junho e julho. De acordo com os resultados da análise realizada pelo INE, 62,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico respondentes (representando 78,6% da capacidade de oferta) assinalaram que a pandemia de covid-19 motivou o cancelamento de reservas agendadas para os meses de junho a outubro de 2020, maioritariamente dos mercados nacional e espanhol.

 

A maioria dos estabelecimentos que planeava estar em atividade nos meses de junho a outubro previa registar taxas de ocupação inferiores a 50% em cada um desses meses.

 

A maioria dos estabelecimentos (57,0%) não prevê alterar os preços praticados face ao ano anterior. Cerca de um terço dos estabelecimentos (34,9%) admite vir a reduzir os preços, encontrando-se maioritariamente localizados na região de Lisboa e no Algarve (58,8% e 54,5% dos estabelecimentos, respetivamente).

 

Em função da aplicação de medidas necessárias de distanciamento social, de higiene e limpeza dos estabelecimentos, 49,1% dos estabelecimentos referiram que a capacidade oferecida iria ser reduzida, principalmente decorrente do aumento do intervalo de tempo entre o check-out e o check-in dos hóspedes (55,9% dos estabelecimentos) e da redução do número de quartos (48,6%).

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