NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Menos consumo interno e menos exportações levarão a um aumento de stocks, comprometendo a próxima campanha e o futuro das cooperativas.

A Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal (Fenadegas) pede um apoio imediato de tesouraria pela quebra de vendas de vinho, bem como apoios para salvaguardar a produção da próxima vindima.

 

As quebras no consumo decorrem do facto de os consumidores estarem a gastar “prioritariamente em bens essenciais” e de os restaurantes estarem “na sua maioria fechados”, uma situação agravada pela “abrupta quebra do turismo”.

 

Por outro lado, em comunicado, a Fenadegas assinala que “depois de anos de trabalho com resultados muito positivos, dada a conjuntura mundial, haverá uma quebra significativa da exportação, em volume e valor, com consequências ainda não calculadas para as empresas portuguesas”, e lembra que “o setor exporta mais de 45% da sua produção”, antevendo “graves impactos” por esta via.

 

A Federação também está preocupada com os trabalhos na viticultura, tendo em conta que a “vinha necessita nas próximas semanas de tratamentos, especialmente se começar a chover, de modo a não comprometer a produção de 2020”, situação que motiva um apelo aos apoios mais céleres ao setor, “utilizando, e se necessário, reforçando os mecanismos de crise previstos na legislação nacional e comunitária”.

 

Com a redução da procura e possíveis dificuldades na produção a curto prazo, a Fenagedas admite um “aumento de stocks de vinho nas empresas do setor, que poderá implicar, na próxima campanha, menor compra de uvas por parte das empresas, com uma quebra significativa no seu preço”.

Partilhar