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O grupo Catarino, o maior grupo português de construção, decoração de interiores e paisagismo, estima facturar 150 milhões de euros em 2012, através de uma estratégia que contempla novos mercados internacionais, disse hoje fonte empresarial.

Fundado há 60 anos, aniversário comemorado hoje na Figueira da Foz, o grupo Catarino engloba 16 empresas distribuídas por nove segmentos de actividade, entre os quais a construção, design de interiores, paisagismo, hotelaria, fileira florestal ou joalharia, entre outros.

 
"O mercado nacional acaba por se revelar exíguo para a ambição do grupo. Não queremos estar entre os maiores, mas antes ser um grupo médio com qualidade", disse hoje à agência Lusa Vítor Catarino, presidente do conselho de administração

 
O plano estratégico do grupo empresarial, hoje apresentado, aponta para uma facturação de 150 milhões de euros em 2012, quase o dobro da apurada em 2008, que se situou nos 82 milhões de euros.

 
No sector da construção e decoração de interiores, o grupo estendeu a sua actividade aos mercados internacionais a partir de 2002, chegando ao Brasil e Espanha e vai apostar agora num terceiro destino, ainda em fase de escolha e com decisão para breve.

 
"O denominador comum é que são destinos que possuem um forte componente turística e hoteleira", disse Vítor Catarino.

 
Revelou que a escolha far-se-á entre França e o conjunto de ilhas Atlânticas constituída pela Madeira, Açores, Baleares, Canárias e Cabo Verde.

 
Já no segmento do equipamento e decoração de hotéis o grupo Catarino pretende marcar presença "à escala global", nos mercados europeus, asiático e do Médio Oriente.

 
"É uma área muito delicada que requer muita prudência. Mas, por outro lado, não exige uma presença tão pesada como o sector da construção", advogou.

 
Vítor Catarino sublinhou ainda que a empresa de base familiar - criada em 1949, tendo na sua génese as actividades de ourives ambulante, fornos de cal e serradores braçais - sustenta a sua estratégia, precisamente, na prudência "e análise continuada de riscos".

 
Apesar da actual situação de crise financeira e da crise no sector da construção, instalada desde 2002, o grupo Catarino analisa "com uma malha muito apertada todas as oportunidades de negócio".

 
Uma atitude sustentada na diferenciação de produtos, humanismo, profissionalismo e assumida irreverência, refere.

 
"Acreditamos que podemos ter sempre um proposta de valor absolutamente singular para o cliente. E a prova disso é que estamos absolutamente inundados de projectos", disse Vítor Catarino.

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