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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Para os donos de casas em AL abrir a porta aos hóspedes pode ser uma dor de cabeça. A Homeit tem uma solução que promete facilitar-lhes a vida.

O número de turistas a chegar a Portugal continua a crescer e de mão dada com este facto está também a expansão do alojamento local (AL). Os números não enganam: são 77 mil os estabelecimentos registados. O corrupio do entra e sai dos apartamentos esconde um problema para os proprietários. Os voos tardios, e as consequentes chegadas aos destinos ainda mais tarde, podem ser uma dor de cabeça para os proprietários que têm de abrir a porta aos seus hóspedes. Percebendo esta realidade, há cerca de dois anos um grupo de três jovens – André Roque, Pedro Viana e Pedro Mendes – decidiu lançar uma solução que permite a abertura das portas apenas com um clique, a Homeit.

 

“No início da nossa vida de startup tivemos essa experiência [os problemas para os proprietários] e acabámos por perceber que existem várias necessidades. As pessoas têm de deslocar-se para entregar as chaves e isso pode ser a horas complicadas. Às vezes, pode ser difícil conseguir gerir tudo presencialmente, ainda mais se tiverem mais do que uma casa. A ideia da empresa vem daí: como é que podemos ajudar os proprietários a gerir melhor as suas casas? A Homeit nasce precisamente com esse sentido: vamos ajudar as pessoas a gerir as suas propriedades à distância sem terem a necessidade de se deslocar. Esta é a principal ideia e missão da nossa empresa”, conta ao Dinheiro Vivo Gustavo Silva, líder da área de marketing (CMO na sigla em inglês) da startup Homeit, que partilha o nome com a solução.

 

O método de funcionamento é simples. Há uma caixa – que no interior tem um sistema que abre as portas – que é instalada e ligada ao intercomunicador e que está, igualmente, ligada a um teclado, localizado no exterior. Mas nada se faz sem a plataforma desenvolvida por esta tecnológica. Para a abertura de portas, o proprietário tem de dar ordem na sua área no site – dos proprietários – para que seja gerado um código. Esta combinação de dígitos é somente válida durante o período de tempo da reserva. O turista pode recebê-los de duas formas: através da aplicação Homeit ou através de um sms. O código permite abrir tanto a porta da entrada e como a do apartamento.

 

“Esta é a diferença da Homeit: ligamo-nos a qualquer tipo de fechadura. Isto significa que um gestor de propriedades que tenha muitas casas pode utilizar a Homeit para qualquer tipo de fechadura e porta. Existem algumas soluções que utilizam também fechaduras eletrónicas. Mas o que é interessante é que, muitas vezes, um fornecedor dá uma solução de fechadura eletrónica para aquela porta, mas não tem soluções para todas as outras portas. Como nos ligamos a todas as fechaduras conseguimos oferecer a Homeit para todas as portas. Esta é a grande vantagem competitiva. Uma pessoa pode utilizar a Homeit seja qual for a fechadura.”

 

Os últimos 12 meses foram sinónimo de crescimento para a empresa e a expectativa é que assim continue. Há um ano tinham clientes em três países (Portugal, Espanha e França) e atualmente estão presentes em 15 – sobretudo na Europa. Contam com quase mil clientes/proprietários, tendo mais de 1300 caixas instaladas. Mas com os números do AL em Portugal muito acima desta fasquia, Gustavo Silva não tem dúvidas de que “existe muito mercado ainda para atacar em Portugal”. “O que queremos fazer é aumentar a nossa quota de mercado em Portugal e nos países onde temos mais expressão: Itália, Polónia e Espanha. Este é o plano. 2018 foi o ano do produto e vamos lançar um novo no final deste ano.”

 

No verão do ano passado, a Homeit angariou uma ronda de 500 mil euros numa campanha na plataforma de equity crowdfunding Seedrs. Esta verba foi investida no desenvolvimento deste novo produto que tem características diferentes e que, esperam, seja ainda melhor do que o atual. A menos de três meses do final do ano, os planos para 2019 estão já desenhados, e para a sua concretização a Homeit vai repetir a fórmula de sucesso de 2017: uma nova campanha na Seedrs. “Em 2019 vamos virar-nos para a parte do software. Vamos querer torná-lo mais robusto e para isso vamos trabalhar com integrações.”

 

Para um proprietário que tenha vários AL – e que esteja em várias plataformas de aluguer de curta duração – é difícil conseguir gerir as várias realidades das casas. Por isso, existe software que centraliza toda a informação – entradas e saídas – e o que a Homeit está a fazer é “trabalhar com algumas destas empresas para, em 2019, fazermos a integração com elas. Os nossos proprietários nem sequer vão precisar de ser eles a gerar as chaves”, porque elas serão geradas automaticamente, quando forem feitas as reservas.

 

Para isto, precisam de uma nova ronda de financiamento e pretendem “em breve” lançar uma outra campanha na Seedrs com a missão de obter meio milhão de euros. E porque não buscar outras alternativas de financiamento? “A Seedrs sempre se mostrou muito válida para nós. Foi muito valioso o que fizemos no passado porque encontrámos excelentes investidores, pessoas que comunicam connosco semanalmente a perguntar e a aconselhar. É muito importante isso. Há muitas vendas que fizemos lá fora por causa destes investidores”, que ajudaram.

 

“Porquê a Seedrs?! Porque tivemos uma boa experiência. O nosso objetivo é 500 mil euros e é para continuar a desenvolver o nosso produto. O ano de 2019 é o do software, vamos querer contratar, vamos procurar uma equipa de engenheiros de software para nos ajudar a tornar o nosso produto ainda mais robusto do que já é. Essa é nossa visão”, remata.

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