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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O restante foi assegurado por importações de eletricidade.

No fim de semana da Páscoa, o Sistema Elétrico Nacional operou sem qualquer central térmica convencional em funcionamento, fundamentalmente graças à contribuição da produção de energia eólica.

 

Durante este período, a produção de eletricidade renovável representou 70% do consumo, tendo o restante sido garantido por importações, indica a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) em comunicado.

 

A associação destaca que as importações têm registado um “grande aumento desde o início do ano”, consequência da pressão exportadora de França e da entrada em operação, em dezembro de 2018, de uma nova central de carvão em Marrocos.

 

A APREN defende que se trata de uma situação de concorrência desleal. “Devido ao desequilíbrio das regras entre a União Europeia e Marrocos, que na UE obrigam ao cumprimento de normas ambientais muito mais exigentes, a eletricidade produzida pelas centrais a carvão no mercado ibérico é preterida, por ser mais cara, a favor da produção exterior, mais barata, mas que não cumpre os mesmos requisitos ambientais”, aponta.

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