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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Redução das tensões comerciais e tecnológicas e desaparecimento da incerteza em torno dos acordos de livre comércio, assim como uma política monetária acomodatícia estão entre as recomendações do FMI para o crescimento da economia mundial.

Os países devem concertar as políticas nacionais com o multilateralismo para potenciar o crescimento global. O recado é do Fundo Monetário Internacional (FMI), no World Economic Outlook, divulgado esta terça-feira, que reviu em ligeira baixa o crescimento da economia mundial para 3,2% este ano, que deixa uma série de receitas.

 

“Considerando que a recuperação projetada no crescimento global continua precária e sujeita a riscos de queda, políticas macroeconómicas devidamente calibradas são centrais para a estabilização da atividade e fortalecer os fundamentos da recuperação”, refere o FMI. “Como um corolário, os erros políticos e a incerteza associada terão consequências no sentimento, crescimento e criação de empregos”.

 

O WEO destaca que as necessidades urgentes incluem a “redução das tensões comerciais e tecnológicas e a resolução rápida da incerteza em torno dos acordos comerciais (inclusive entre o Reino Unido e a União Europeia e a área de livre comércio que engloba o Canadá, o México e os Estados Unidos)”.

 

“Os decisores devem abordar cooperativamente essas lacunas e fortalecer o sistema multilateral de comércio baseado em regras, inclusive assegurando a aplicação contínua das regras existentes da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, aponta o relatório.

 

O FMI deixa, no entanto, também recados aos governos nacionais, destacando que os países não devem usar taxas alfandegárias para atingir os saldos comerciais bilaterais ou como substituto do diálogo para pressionar outros a fazer reformas.

 

Recomenda ainda uma política monetária acomodatícia quer nas economias desenvolvidas, quer em economias em desenvolvimento e mercados emergentes, devido à procura e inflação moderadas.

 

“Em alguns países, a folha de balanço dos bancos precisa de ser corrigida para mitigar o risco de ciclo de retornos dos bancos soberanos”, realça.

 

O WEO refere ainda que a política orçamental deve equilibrar múltiplos objetivos, entre os quais a proteção dos mais vulneráveis, reforçar o potencial de crescimento com gastos que apoiem reformas estruturais e assegurar finanças públicas sustentáveis no médio prazo.

 

“Se o crescimento enfraquecer em relação à linha de base, as políticas macroeconómicas precisarão tornar-se mais flexíveis, dependendo das circunstâncias do país”, refere o FMI. “As prioridades de todas as economias devem melhorar a inclusão, fortalecer a resiliência e enfrentar as restrições ao crescimento do produto potencial.

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