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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As relações entre Portugal e Moçambique nunca estiveram congeladas mas quase. Em sentido literal e figurado. Desde que o empresário português Américo Sebastião foi raptado na Beira em Julho de 2016, o mal-estar bilateral tornou-se mais do que evidente.

A gota de água surgiu quando, ao fim de meses de diligências do Governo, cartas e pedidos de informação, o Presidente Filipe Nyusi decidiu ignorar também uma carta do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa sobre o rapto. Quase dois anos depois, continuamos sem saber em que ponto está a investigação sobre o desaparecimento do empresário, mas as relações têm vindo a tomar lentamente alguma normalidade.

 

O sinal mais claro será materializado esta semana: o primeiro-ministro, António Costa, e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros vão estar em Maputo entre 5 e 7 de Julho para a terceira cimeira bilateral Portugal-Moçambique. Até sexta-feira à noite, ainda não havia agenda oficial. Esperam-se acordos desta primeira cimeira bilateral de Nyusi, a braços com uma crise financeira e de reputação internacional sem precedentes. Mas espera-se mais do que isso também.

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