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A empresa Magellan Orbital, que reúne a indústria do Espaço e da Defesa, vai ser criada em Ponte de Sor, para promover o desenvolvimento, integração e operação de constelações de pequenos satélites destinadas à observação terrestre.

Fonte da empresa Tekever, especializada na produção de `drones´ e uma das entidades fundadoras desta futura empresa, explicou à agência Lusa que “não está definido” o volume total de investimento, sublinhando que os parceiros partem para este desafio com um conjunto de projetos na área tecnológica, que envolvem mais de 30 milhões de euros.

 

A Magellan Orbital vai ser formada pelo Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), Efacec, Omnidea, Tekever e IdD – Portugal Defence, estando a cerimónia que assinala o arranque da empresa agendada para hoje, quinta-feira, no decorrer do segundo dia da cimeira aeronáutica “Portugal Air Summit”, que está a decorrer em Ponte de Sor.

 

Esta nova empresa, além de ficar sediada em Ponte de Sor, “terá também acesso” às instalações dos seus fundadores em Matosinhos, em Évora, Almada e Arruda dos Vinhos.

 

A Magellan Orbital será colocada ao serviço de setores como a logística, o turismo, as energias renováveis, a aquacultura, a investigação científica e meteorológica, as agências públicas de segurança e defesa, ambiente e a salvaguarda da vida e dos recursos marítimos, sem descurar o uso deste recurso por parte das Forças Armadas e do dispositivo de Defesa Nacional.

 

O objetivo é trabalhar em “estreita colaboração” com a indústria e a academia, nomeadamente para “utilizar e potenciar” tecnologias, produtos e serviços oferecidos pelo tecido empresarial português, incorporando-os nos produtos e serviços que oferecerá no mercado internacional.

 

Fonte da empresa Tekever explicou ainda que “queremos atrair para a Magellan Orbital pessoas que partilhem a nossa visão de que é possível criar, a partir de Portugal, um prime mundial na área do ‘new space’”, acrescentando que “queremos que a Magellan seja a primeira opção de todos os estudantes de aeroespacial, e que seja o motivo pelo qual muitos dos nossos brilhantes engenheiros, que hoje trabalham fora de Portugal, voltem e fiquem”.

 

Este projeto contempla um investimento superior a 30 milhões de euros, mas os parceiros pretendem “acelerar” o crescimento da empresa com investimento, quer dos próprios parceiros, quer ao nível dos fundos comunitários, quer ao nível do mercado de capitais.

 

De acordo com a mesma fonte, o “primeiro grande desafio” da empresa será a montagem de uma “sólida” rede de parceiros industriais, académicos e institucionais, nacionais e internacionais, na qual a empresa espera apoiar para levar a cabo a sua missão.

 

“Ao nível tecnológico, teremos de conseguir montar uma cadeia de valor eficiente e de elevada qualidade para todos os subsistemas e componentes, por forma podermos competir ao mais alto nível internacional, com preços competitivos”, sublinha a fonte da Tekever, acrescentando que  este projeto não se trata de um começo, mas sim “mais um passo” numa estratégia que os seus fundadores estão a levar a cabo “há já mais de cinco anos”, no âmbito da qual deram já “largas provas” a nível individual.

 

Adicionalmente, para a empresa, “o grande desafio de médio prazo, será conseguir ter a capacidade de operar eficientemente, e tirar o máximo partido para os nossos clientes, de uma infraestrutura espacial. É um tipo de conhecimento novo, que será absolutamente diferenciador, e para o qual já estamos a trabalhar”.

 

Numa nota enviada à Lusa, a Tekever explica ainda que este projeto surge de uma “forte articulação” com a Portugal Space, o Air Centre, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o Ministério da Defesa Nacional.

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