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“É perfeitamente evidente que o investimento tem vindo a sentir as consequências da incerteza sobre o Brexit e particularmente a possibilidade de um resultado mau”, disse o vice-presidente da instituição Ben Broadbent.

Se o Brexit for (novamente) adiado a economia do Reino Unido arrisca-se a ficar prejudicada devido ao retrocesso nos investimentos por parte das empresas, defendeu esta segunda-feira o vice-governador do Banco de Inglaterra (BoE, na sigla inglesa).

 

“É perfeitamente evidente que o investimento tem vindo a sentir as consequências da incerteza sobre o Brexit e particularmente a possibilidade de um resultado mau”, disse Ben Broadbent em declarações à agência noticiosa Press Association.

 

O economista reforçou a ideia do banco central britânico de futuros aumentos das taxas de juros seriam limitados e graduais, mas afirmou que o impasse nas negociações – estar “continuamente à espera de que as notícias cheguem – pode ter um “efeito bastante deprimente sobre o investimento”.

 

As agências de rating, como a Moody’s e a Standard & Poor’s, já tinham lançado alertas sobre o impacto da saída no PIB britânico. A DBRS prevê que a saída possa ser, mais uma vez, empurrada com a barriga (ou mesmo cancelada) mas acredita que a economia e as instituições britânicas são “resilientes o suficiente” para suportar quaisquer cenários de saída sem que o perfil de crédito seja prejudicado.

 

Já o Fundo Monetário Internacional estima que, após a saída do Reino Unido do conjunto dos Estados-membros – agendada para o próximo Dia de Halloween –, a economia britânica possa cair 1,4% e que as condições comerciais e económicas se deteriorem, em caso de não-acordo. A organização liderada por Christine Lagarde prevê também uma subida nos spreads soberanos do Reino Unido, que se pode arrastar à União Europeia.

 

Os Conservadores e Trabalhistas estipularam, no início deste mês, a data de 2 de julho para aprovar o acordo de divórcio entre Londres e Bruxelas. Trata-se de, certa forma, de um limite: se o acordo de saída passar na Câmara dos Comuns até 2 de julho, os deputados britânicos que forem eleitos para o Parlamento Europeu não terão, em princípio, que assumir os seus lugares.

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