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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Nos terrenos abandonados da Avenida Almirante Reis vão nascer 85 apartamentos, construídos por um fundo de investimento alemão. A torre, com 60 metros de altura, custará 40 milhões de euros.

Nos terrenos do quarteirão da Cervejaria Portugália, na Avenida Almirante Reis, deverá nascer uma torre com mais de 60 metros de altura, num total de 40 milhões de euros de investimento. O projeto “Portugália Plaza”, pensado para dar uma nova vida a estes terrenos abandonados há décadas, está feito e já tem parecer positivo do departamento de urbanismo da Câmara de Lisboa, embora não reúna o consenso de vários especialistas do setor.

 

Começa na Portugália, atravessa a fábrica de cerveja atualmente em ruínas e termina no centro comercial. É assim o quarteirão da Almirante Reis, que conta com torre de 21,75 metros de altura, um dos edifícios mais altos da cidade. Mas as construções não devem ficar por aqui. De acordo com o Diário de Notícias (acesso pago), deverá nascer uma outra torre com o triplo da altura, num total de 60,20 metros, espalhados em altura por 16 pisos.

 

O projeto da parcela norte está feito, tem parecer positivo do departamento de urbanismo da Câmara de Lisboa e está em consulta pública até 12 de maio. Devido à sua dimensão, requer estatuto de exceção em relação ao Plano Diretor Municipal (PDM) atual e, por isso, reúne vários dedos contra.

 

O Portugália Plaza prevê a construção de 85 apartamentos: cinco T0, 44 T1, 17 T2, 17 T3 e dois T4. Além disso, terá ainda 16 escritórios e espaços de cowork, uma zona comercial no rés-do-chão e será possível atravessar o quarteirão entre a Almirante Reis e a Rua António Pedro, algo que não acontece atualmente. Para completar este projeto está previsto um investimento de 40 milhões de euros.

 

Responsável por este projeto está a Essentia, empresa que coordena os projetos do Fundo Imobiliário Fechado Sete Colinas, diz o DN. O Sete Colinas, criado em 2006, pertence a um grupo de investimento alemão com uma carteira de investimentos imobiliários em Lisboa a rondar os 550 milhões de euros, apostando sobretudo na hotelaria e em condomínios de luxo.

 

O fundo Sete Colinas é gerido pela SilVip, que conta entre os seus acionistas com José Manuel Pinheiro Espírito Santos Silva, administrador do Banco Espírito Santo (BES) no período de vigência de Ricardo Salgado, que por sua vez é primo de Manuel Salgado, vereador do Urbanismo da Câmara de Lisboa.

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