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A Câmara da capital do Alto Minho diz que a "CorPower Ocean e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) chegaram a acordo para desenvolver a instalação de energia oceânica no porto comercial de Viana do Castelo".

A tecnológica CorPower Ocean está a investir 16 milhões de euros num centro de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em Viana do Castelo para desenvolver conversores de energia das ondas, informou hoje a Câmara local.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a Câmara da capital do Alto Minho diz que a "CorPower Ocean e a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) chegaram a acordo para desenvolver a instalação de energia oceânica no porto comercial de Viana do Castelo".

"A APDL proporcionará espaço para o fabrico, montagem e manutenção de conversores de energia das ondas à escala comercial", adiantou o município presidido pelo socialista José Maria Costa.

Em causa está o projeto considerado "pioneiro", designado por HiWave-5.

"Este projeto está em linha com os objetivos de sustentabilidade europeus e é um passo considerável para a descarbonização e a implementação em grande escala de energia limpa. Pretendemos servir de exemplo para outros portos europeus, no que diz respeito à utilização das infraestruturas existentes para fins semelhantes", afirma a administração da APDL, citada naquela nota.

No documento, a empresa, líder em tecnologia de energia das ondas, justificou a escolha de Viana do Castelo para a instalação do I&D "com um sólido conjunto de engenheiros de setores como eólicas marítimas, fabrico de compósitos e estaleiros navais, universidades de alto nível e infraestrutura industrial, incluindo portos e ligação à rede".

"Esta é uma etapa crucial na nossa busca pelo desenvolvimento de uma nova classe de Conversores de Energia das Ondas (WEC - Wave Energy Converters) de alta eficiência. O objetivo da CorPower é introduzir com sucesso no mercado produtos WEC certificados e com garantia até 2024, tornando a energia das ondas uma tecnologia viável e capaz de atrair financiamento para projetos de fontes renováveis convencionais", explicou o CEO da CorPower Ocean, Patrik Möller.

Segundo a nota enviada à Lusa, "o trabalho da CorPower Ocean complementa a estratégia industrial portuguesa para as energias renováveis oceânicas, concebida para criar um 'cluster' de exportação industrial competitivo e inovador para as energias renováveis oceânicas".

"Recentemente, a operadora de rede REN instalou um novo cabo 'offshore' ao serviço de eólicas flutuantes, e existe um interesse comercial significativo por parte de empresas de serviços públicos e promotores de projetos para o desenvolvimento do projeto de ondas da próxima geração", acrescenta.

Em causa está o Windfloat Atlantic(WFA), um projeto de uma central eólica 'offshore' (no mar), em Viana do Castelo, orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Trata-se do primeiro parque eólico flutuante da Europa continental, situado 20 quilómetros ao largo de Viana do Castelo.

Para a CorPower Ocean, "a energia das ondas pode desempenhar um papel fundamental na transição de Portugal para um país 100% de energia renovável, oferecendo uma plataforma para impulsionar as exportações portuguesas e as oportunidades de investimento a longo prazo para as cadeias de abastecimento locais".

O programa HiWave-5 "é reconhecido como sendo um dos esforços mais ambiciosos em energia oceânica, estimando-se que com a chegada do HiWave-5 seja consolidada a reputação de Portugal como líder mundial em energia renovável, com investimentos significativos em pessoal, tecnologia e instalações".

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