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CABEÇALHO

Especialistas avisam que a indústria automóvel britânica poderá não recuperar da crise provocada pela pandemia Covid-19, isto após as empresas responsáveis por mais de dois terços da produção automóvel do Reino Unido terem descontinuado linhas de montagem de veículos in situ.

A indústria automóvel, que ainda se procurava ajustar à realidade do Brexit, encontra-se “à beira do precipício”, afirmou Mike Hawes, CEO da Society of Motor Manufacturers and Traders’ (SMMT).

 

A Jaguar Land Rover, a maior empresa de automóveis britânica, tornou-se a única a operar em fábricas localizadas no Reino Unido. A Honda, BMW e Toyota decidiram suspender temporariamente a produção de novos veículos nas suas fábricas em Swindon, Cowley e Derbyshire, respetivamente; estas totalizam uma produção anual combinada de 500 mil veículos. Estimam-se ainda que mais de 11 mil trabalhadores ficarão em stand-by; todavia, as empresas comprometeram-se a pagar compensação pelo período de paralisação.

 

CEOs da BMW e Honda estimaram a retoma de operações para meados de abril.

 

A Nissan e Vauxhall/Opel já haviam encerrado as suas fábricas em resultado do forte declínio nas suas vendas e pela rarefação de partes oriundas da China. No caso da empresa nipónica, o encerramento da sua fábrica em Sunderland – a maior em todo o Reino Unido – ameaça seriamente o funcionamento da economia local, com cerca de 40 mil residentes na cidade dependentes desta fábrica.

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