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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O presidente da “Magazine Imobiliário” e responsável pelo Óscares do Imobiliário na passada quinta-feira, falou ao Jornal Económico sobre a evolução do setor nos últimos anos.

“Uma grande medida do ponto de vista fiscal, porque atrai muita gente de diferentes origens e estou convencido que vai acelerar o nível de investimento em Portugal”, é desta forma que Joaquim Pereira de Almeida, presidente da “Magazine Imobiliário” (MI), analisa a chegada das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI) a Portugal.

 

Responsável pela organização da 21ª edição dos Óscares do Imobiliário, que decorreram na última quinta-feira, Joaquim Pereira de Almeida, em declarações ao Jornal Económico sublinhou que este “prémio nacional do imobiliário é por excelência o mais prestigiado e tem premiado ao longo de todos estes anos os principais imóveis portugueses. Não há peça de referência em Portugal que não tenha sido premiada nos óscares. Acompanhamos de algum modo, o início da produção imobiliária moderna em Portugal. Hoje há uma grande componente financeira junto do imobiliário e isso dá prestígio a estes prémios”.

 

Sobre os parâmetros de avaliação utilizados para escolher os vencedores, Joaquim Pereira de Almeida, refere que “há diversos, sendo que às vezes não basta ser um bom projeto de arquitetura. É preciso ter história no empreendimento, que a sua génese do ponto de vista do imobiliário, seja também um bom investimento. Por isso é que o juri é diverso: tem desde economistas a arquitetos”, sublinhando que “a questão ambiental também é muito importante (sempre foi) e manifesto o aumento da qualidade dos empreendimentos que se fazem em Portugal.

 

O empresário realçou ainda que “um dos principais problemas de Portugal neste momento na área imobiliária é a escassez de oferta. Há muita procura, mas a oferta que há, é cada vez mais sofisticada”, e que existiu uma evolução no setor “a todos os níveis, mas tem que ser prudente. Há diversos tipos de investidores imobiliários e muitos construtores diferentes, para situações diferentes. Há os chamados ‘toca e foge’ e os de longa duração”.

 

Contudo, o presidente da (MI) salienta que “felizmente para Portugal quem está a ficar atualmente e a fazer grandes investimentos para o futuro, são os sérios. Grandes fundos, que fazem as contas e que se contentam com rentabilidades relativamente baixas. Não procuram o lucro fácil”.

 

Questionado sobre se o investidor português vai ter mais capacidade para enfrentar quem vem de fora, Joaquim Pereira de Almeida, é peremptório. “Não. A solução tem sido associar-se a parceiros de fora, e é assim que geralmente aparecem”.

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