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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

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A maior parte do investimento no imobiliário continua a ser estrangeiro. No ano passado, antes de eclodir a pandemia de Covid-19, estrangeiros oriundos de 92 países adquiriram 1.630 imóveis residenciais na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa, investindo um total de 744,3 milhões de euros, apurou a Confidencial Imobiliário.

«A maior dinâmica dos estrangeiros, em contraste com o comportamento do investimento nacional, poderá ser uma resposta às alterações previstas para os mecanismos legais e fiscais de incentivo ao investimento estrangeiro. Ou seja, face à entrada em vigor das restrições anunciadas nesse âmbito em 2020, tal franja da procura poderá ter antecipado as suas decisões de investimento para 2019», comenta Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário, citado em comunicado.

 

Por isso, sublinha, «não será de estranhar uma desaceleração natural no investimento estrangeiro em 2020, à qual há ainda a juntar a actual circunstância de quebra de mercado trazida pelo Covid-19. Talvez esta seja também uma boa oportunidade para reflectir sobre uma revisão destas medidas».

 

Os compradores internacionais apresentavam, em 2019, uma quota de 35% no total de investimento em habitação por particulares na ARU de Lisboa, o qual ascendeu a 2,11 mil milhões de euros.

 

No total do mercado, investimento recuou 12%, influenciado pela perda de dinâmica dos compradores nacionais, cujo volume transaccionado reduziu 19% para 1,36 mil milhões de euros. Os portugueses adquiriram um total de 4.320 imóveis residenciais no ano passado.

 

Por outro lado, os estrangeiros geraram um investimento 7% acima dos 693,9 milhões de euros registados em 2018. Em termos de ticket médio de investimento, gastaram, em média, 457,2 mil euros por habitação em 2019, um valor cerca de 45% acima dos 316 mil euros investidos pelos portugueses.

 

A Confidencial Imobiliário destaca ainda o crescimento do número de nacionalidades activas na compra de casa em Portugal: passaram de 80 em 2018 para 92 em 2019. A China lidera, com uma quota de 16,7%, seguida da França, com 15,9%, Brasil, com 9,7%, Reino Unido, com 6,0%, e Estados Unidos, com 4,5%. Juntos, estes cinco países continuam a concentrar mais de metade do investimento internacional em habitação na ARU de Lisboa, com um peso agregado de 53%.

 

As freguesias de Santo António e Santa Maria Maior são as mais procuradas pelos estrangeiros, agregando, respectivamente, 17% e 16% do montante internacional aplicado em habitação. Seguem-se a Misericórdia e Arroios, ambas com quotas de 13%, além da Estrela, que concentra 9% do investimento internacional em habitação.

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