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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O projeto Shift2future vai ser apresentado, no dia 27 de outubro, dando continuidade a diversas iniciativas com a finalidade de promover o conhecimento do tecido empresarial sobre a nova realidade industrial, indústria 4.0 (i4.0), e de acelerar a transição digital.

Este projeto envolve empresas dos setores de moldes e plásticos; pedra; cerâmica e vidro; têxteis e calçado; automóvel e aeronáutica; IT e IoT; agroalimentar e turismo, tendo como principal objetivo apoiar e acelerar a transição das PME para a economia 4.0 através de um conjunto de ações que visam capacitar os empresários com conhecimento e ferramentas úteis, que lhes permitam enfrentar e ultrapassar os novos desafios da digitalização.

 

“Queremos reforçar a consciencialização das PME para uma economia de nova geração no quadro da Indústria 4.0 e capacitá-las com conhecimento e metodologias que permitam acelerar a sua transformação para a economia digital, deixando-as mais preparadas para enfrentar e ultrapassar os novos desafios inerentes ao novo paradigma económico”, explica Pedro Matias, presidente do ISQ. 

 

O Shift2future surge na sequência do Shift to 4.0, uma ferramenta de autodiagnóstico que, de uma forma simples e automática, permite às empresas, de qualquer setor, dimensão ou localização, avaliar o seu estado de maturidade digital.

 

Esta ferramenta já foi usada por mais de 400 empresas, esperando-se um crescimento significativo nos próximos 2 anos, e todas obtêm um relatório com linhas orientadoras para melhorar o caminho a seguir rumo à Indústria 4.0, no final do preenchimento de um inquérito.

 

Após avaliação do projeto piloto, concluiu-se que os principais objetivos das empresas com a adoção da i4.0 se prendem com o aumento da receita e da eficiência.

 

A maioria das empresas do estudo “conhece” o conceito i4.0, mas o aprofundar do conhecimento, revelou-se uma necessidade e a sensibilização permanente para a i4.0 é um fator crítico para a transformação da economia.

 

Num mesmo setor observa-se, em geral, que as empresas de maior dimensão apresentam um maior nível de maturidade face às de menor dimensão. Embora exista motivação por parte dos gestores em integrar o ecossistema digital, no geral, verifica-se que a estratégia i4.0 ainda não se encontra implementada. Na sua maioria, as empresas percebem os benefícios da digitalização / i4.0, mas o nível de investimento realizado neste âmbito revela-se ainda pouco significativo.

 

Por outro lado, muitas empresas possuem tecnologias impulsionadoras da i4.0, mas não tiram o devido benefício das mesmas, um facto observado no terreno.

 

Desenvolvida pelo ISQ e promovida pelo IAPMEI, a conceção da SHIFT to 4.0 teve por base o inquérito criado pelo IW Consult da Cologne Institute for Economic Research e pela FIR da RWTH da Universidade de Aachen, tendo sido adaptado à realidade portuguesa pelo ISQ.

 

O modelo da SHIFT to 4.0 baseia-se numa avaliação que incide em seis dimensões da Indústria 4.0, a partir da qual é possível posicionar a empresa num de seis níveis de maturidade digital i4.0 e alicerçar planos de ação/roadmaps de investimento para uma estratégia de implementação, estruturada, integrada e coerente com os objetivos desejados.

 

O novo programa Shift2future será desenvolvido numa parceria entre o IAPMEI, o ISQ, a Universidade de Aveiro, o CTCV (Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro) e a TecMinho.

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