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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Mais de 1,9 mil milhões de euros de vendas ao exterior (mais 3,7% que no ano anterior), segundo dados apurados pela APIMA, são o melhor ano da década. A taxa de cobertura atingiu, por seu turno, os 184%.

O ano de 2019 representou um valor recorde de exportações para o setor do mobiliário e colchoaria, tendo atingido 1,9 mil milhões de euros de vendas ao exterior (mais 3,7% que no ano anterior), segundo dados apurados pela Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA) junto do Instituto Nacional de Estatística (INE). A consolidação da tendência de afirmação internacional do setor é assim, para a associação, uma realidade, com destaque para os mercados francês (34% do total de exportações), espanhol (25%) e alemão (7%).

 

Em valor, o mercado francês valeu 627 milhões de euros e o espanhol 465 milhões, mas a associação releva também na ascensão de novos destinos importadores, como o alemão (crescimento de 38%), o americano (28%) e o belga (29%).

 

Joaquim Carneiro, presidente da APIMA, elege “a aposta das empresas portuguesas na inovação tecnológica, no design e na customização dos produtos” como as chaves para o crescimento do setor, refere fonte oficial da associação.

 

Simultaneamente, aquele responsável destaca “o sucesso da estratégia de internacionalização, ancorada nos projetos conjuntos da APIMA e da AICEP, que permitiu a diversificação dos mercados e o crescimento em países particularmente desafiantes, como a Suíça e a Bélgica”.

 

O mobiliário de casa, com 763 milhões de euros gerados, foi responsável por 41% do volume de exportações, enquanto os assentos foram o principal produto exportado pelas empresas nacionais, tendo ultrapassado os 902 milhões de euros em vendas e representado 49% do total de exportações. Entre os produtos com maior crescimento, destaque para a colchoaria, cujo volume de vendas ascendeu 10% em relação a 2018, totalizando 156 milhões de euros.

 

No que diz respeito às importações do setor, e tendo em consideração o mesmo período, as empresas portuguesas gastaram 987 milhões de euros em compras a países terceiros. A balança comercial do setor mantém-se, desta forma, favorável a Portugal, com um saldo positivo de 853 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 184%.

 

Para este ano, a APIMA prevê a consolidação da tendência de crescimento do setor e da afirmação internacional nos mercados tradicionais e em novos destinos. “Para o efeito, está definida a participação em mais de uma dezena de feiras, incluindo os principais certames mundiais, como a Isaloni Milão, a ICFF, em Nova Iorque, e a Maison et Objet, em Paris”, refere a mesma fonte.

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