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CABEÇALHO

Na óptica dos analistas do Fórum liderado por Pedro Ferraz da Costa, a saturação do aeroporto de Lisboa é um travão ao turismo. “Com a conclusão das obras no Aeroporto Humberto Delgado, em Agosto de 2020, e abertura do novo aeroporto, em 2022, abrem-se novas oportunidades para um crescimento mais robusto a partir daí”, diz a nota de conjuntura de agosto.

O sector do turismo tem desempenhado um papel muito importante na recuperação económica dos últimos anos, quer na criação de emprego, quer na exportação de serviços, essencial para preservar as contas externas equilibradas.

 

Com o Brexit e o abrandamento internacional, surgiram receios de houvesse alguns problemas neste sector, o que justifica este destaque dado pelo Fórum na sua nota de conjuntura de agosto.

 

Na óptica dos analistas do Fórum liderado por Pedro Ferraz da Costa, a saturação do aeroporto de Lisboa é um travão ao turismo. “Com a conclusão das obras no Aeroporto Humberto Delgado, em Agosto de 2020, e abertura do novo aeroporto, em 2022, abrem-se novas oportunidades para um crescimento mais robusto a partir daí”, diz o Fórum para a Competitividade.

 

“Há, evidentemente, riscos da desaceleração internacional, mas a expansão da TAP para novos destinos, como os EUA, podem mitigar este efeito”, diz o Fórum.

 

Recorde-se que esta é também a opinião do presidente da Confederação do Turismo de Portugal que tem dito várias vezes que a extensão do aeroporto de Lisboa tem de ser encarada como um desígnio nacional porque é aqui que está o principal problema que o setor enfrenta.

 

No 1º semestre de 2019, o número de hóspedes subiu 7,6%, mais pelos residentes (8,9%) do que pelos não residentes (6,8%). As dormidas aumentaram menos (4,7%), também mais pelos residentes (8,9% versus 3,0%). Os proveitos totais subiram 7,6%, em linha com a variação do número de hóspedes e mais do que as dormidas.

 

Na distribuição dos proveitos por região, destaque-se, pela positiva, o Alentejo (+16,2%), Norte (+13,2%) e Açores (11,6%). Apesar dos receios pelo Brexit, as receitas no Algarve cresceram acima da média (7,9%), sendo apenas de registar a queda da Madeira (-4,9%).

 

O Porto está com uma grande capacidade de crescer as receitas, porque o seu aeroporto ainda tem margem para mais passageiros, o que já não se passa em Lisboa, onde há claras restrições, com recusa de “slots” companhias que quereriam voar para a capital portuguesa.

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