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CABEÇALHO

A informação obtida pela sequenciação do genoma pode fornecer informação importante que “permite fazer o tracking da cadeia de propagação do vírus”, refere o coordenador do projeto de sequenciação do SARS-CoV-2.

Há 10 genomas do vírus SARS-CoV-2 já identificados – e o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) acaba de sequenciar com sucesso dois desses genomas. De acordo com o instituto bastaram apenas seis horas para obter as diferentes sequências que compõem o ADN do vírus que está na origem da Covid-19. A sequenciação do genoma do SARS-CoV-2 foi levada a cabo com amostras obtidas a partir de doentes assistidos em hospitais da área de Lisboa e Vale do Tejo.

 

Os dois genomas sequenciados pelo IGC pertencem aos denominados clusters A1a e A2a. Os investigadores usaram uma técnica conhecida por Nanopore, que é descrita como mais rápida a produzir resultados que a técnica conhecida por Illumina, que costuma ser usada na sequenciação genética.

 

A informação obtida pela sequenciação do genoma pode fornecer informação importante que “permite fazer o tracking da cadeia de propagação do vírus”, refere num comunicado do IGC, Ricardo Leite, coordenador do projeto.

 

Os especialistas estimam que o vírus que está na origem da Covid-19 consiga realizar 26 mutações por ano. Isabel Gordo, investigadora do IGC, confirma que os dados obtidos no instituto português coincidem com as estimativas de mutação efetuadas pela comunidade científica, mas também sublinha que “a acumulação de mutações no tempo é o esperado numa situação em que um novo vírus se espalha numa população de hospedeiros suscetíveis”.

 

O IGC informa ainda que toda a informação recolhida com a sequenciação do genoma do SARS-CoV-2 será disponibilizado à comunidade científica em regime de acesso aberto.

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